quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Calendário Litúrgico de Setembro

 


ORDO MMXVII
EXPLICAÇÃO DOS SINAIS

+ = Dia de Preceito.
R0 = Proíbe-se celebrar Missa de Réquiem.
R1 (R2, R3, R4) = Permite-se celebrar Missa de Réquiem de I (II, III ou IV) classe.
V0 = Proíbe-se celebrar Missa Votiva.
V1 (V2, V3, V4) = Permite-se celebrar Missa Votiva de I (II, III ou IV) classe.


1. Sexta-feira - Féria da décima segunda semana depois de Pentecostes, IV classe, verde (R4-V4).
- Ofício: ferial per annum (IV semana de agosto). Matinas com único noturno, sem Te Deum. Laudes: oração do Domingo precedente, com comemoração de Santo Egídio, Abade, e dos doze Santos Irmãos Mártires.
- Missa: do Domingo precedente, sem Glória, 2ª oração de Santo Egídio, 3ª dos doze Santos Irmãos, sem Credo, Prefácio Comum. – Ou Missa de Santo Egídio (branco): Os iusti do Comum dos Abades, com Glória, 2ª oração dos doze Santos Irmãos, sem Credo, Prefácio Comum. – Ou Missa própria dos doze Santos Irmaos (vermelho), com Glória, 2ª de Santo Egídio, sem Credo, Prefácio Comum.
- 1ª sexta-feira do mês (branco): Missa votiva do Sagrado Coração de Jesus, sem Glória, 2ª oração de Santo Egídio, 3ª dos doze Santos Irmãos, sem Credo, Prefácio próprio.
- Vésperas da Féria: oração do Domingo precedente, sem comemoração.

2. Sábado - Santo Estevão, Rei e Confessor, III classe, branco (R3-V3).
- Ofício: ordinário. Matinas com único noturno, Leituras 1ª e 2ª (=2ª+3ª) da Escritura ocorrente, 3ª Leitura da festa, com Te Deum.
- Missa: própria, com Glória, sem Credo, Prefácio Comum. – Ou Missa de Nossa Senhora da Consolação (pro aliquibus locis): com Glória, sem Credo, Prefácio de Nossa Senhora (Et te in Festivitate).
- 1º sábado do mês (branco): Missa votiva do Imaculado Coração de Maria, sem Glória, 2ª oração de Santo Estevão, sem Credo, Prefácio de Nossa Senhora (Et te in Festivitate).
- I Vésperas do Domingo seguinte: II classe, verde, como no Saltério de sábado, antífona do Magníficat Cum audisset (I Domingo de setembro), oração própria, sem comemoração.
Amanhã, de São Pio X, Papa, e de Nossa Senhora Mãe do Divino Pastor (pro aliquibus locis), nada se faz.

3. + DOMINGO - XIII DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES, II classe, verde (R1-V2). I Domingo de setembro.
- Ofício: dominical per annum. Matinas com único noturno (9 antífonas e 9 salmos de Domingo), absolvição Exaudi, bênção Ille nos, Divinum auxilium, Per Evangelica dicta,  Leituras 1ª e 2ª da Escritura ocorrente (Início do livro de Jó), 3ª da Homilia, Te Deum.
- Missa: própria, com Glória, Credo, Prefácio da Santíssima Trindade.
- II Vésperas: antífona do Magnificat própria.
Hoje se proíbem as Missas dos defuntos, exceto das Exéquias.

4. Segunda-feira - Féria da décima terceira semana depois Pentecostes, IV classe, verde (R4-V4).
- Ofício: ferial per annum (I semana de setembro). Matinas com único noturno, sem Te Deum. Laudes: oração do Domingo precedente.
- Missa: do Domingo precedente, sem Glória nem Credo, Prefácio Comum. – Ou Missa de Santa Rosa de Viterbo, Virgem (pro aliquibus locis): com Glória, sem Credo, Prefácio Comum.
- Vésperas da Féria: oração do Domingo precedente.

5. Terça-feira - São Lourenço Justiniano, Bispo e Confessor, III classe, branco (R3-V3).
- Ofício: ordinário. Matinas com único noturno, Leituras 1ª e 2ª (=2ª+3ª) da Escritura ocorrente, 3ª Leitura da festa, com Te Deum.
- Missa: Statui do Comum dos Confessores Pontífices, com Glória, sem Credo, Prefácio Comum.
- Vésperas da festa.

6. Quarta-feira – Féria da décima terceira semana depois de Pentecostes, IV classe, verde (R4-V4).
- Ofício: ferial per annum (I semana de setembro). Matinas com único noturno, sem Te Deum. Laudes: oração do Domingo precedente.
- Missa: do Domingo precedente, sem Glória nem Credo, Prefácio Comum.
- Vésperas da Féria: oração do Domingo precedente.

7. Quinta-feira – Féria da décima terceira semana depois de Pentecostes, IV classe, verde (R4-V4).
- Ofício: ferial per annum (I semana de setembro). Matinas com único noturno, sem Te Deum. Laudes: oração do Domingo precedente.
- Missa: do Domingo precedente, sem Glória nem Credo, Prefácio Comum.
- Vésperas da Féria: oração do Domingo precedente.

8. Sexta-feira – NATIVIDADE DA SANTÍSSIMA VIRGEM MARIA, II classe, branco (R2-V2).
- Ofício: semifestivo. Matinas com três noturnos, com Te Deum. Laudes antífonas próprias, salmos de Domingo, desde o capítulo como no Comum e no Proprio, comemoração de Santo Adriano, Mártir. Demais Horas antífonas e salmos da féria, o resto como no Comum. Prima responsório br. V. Qui natus.
- Missa: própria, com Glória, comemoração de Santo Adriano, com Credo, Prefácio de Nossa Senhora (Et te in Nativitate).
- Vésperas: antífonas próprias, salmos do Comum de Nossa Senhora, desde o capítulo como no Comum e no Próprio, sem comemoração.

9. Sábado – Santa Maria no Sábado, IV classe, branco (R3-V4).
- Ofício: ordinário como no Saltério e no Próprio. Matinas com único noturno, Leituras 1ª e 2ª (=2ª+3ª) da Escritura ocorrente, 3ª Leitura própria (Sacramentum), com Te Deum. Laudes antífonas do Benedictus Beata Dei Genetrix, oração Concede, comemoração de São Gorgônio, Mártir. Prima no responsório V. Qui natus.
- Missa: Salve, Sancta Parens (desde Pentecostes até o Advento), com Glória, comemoração de São Gorgônio, sem Credo, Prefácio de Nossa Senhora (Et te in veneratione). – Ou Missa de São Gorgônio (vermelho): Laetabitur, com Glória, orações próprias, sem Credo, Prefácio Comum. – Ou Missa de São Pedro Claver, Confessor (pro aliquibus locis): com Glória, comemoração de São Gorgônio, sem Credo, Prefácio Comum.
- I Vésperas do Domingo seguinte: II classe, verde, como no Saltério de sábado, antífonas do Magnificat In omnibus (II Domingo de setembro), oração própria, sem comemoração.
Amanhã, de São Nicolau de Tolentino, Confessor, nada se faz.

10. + DOMINGO – XIV DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES, II classe, verde (R1-V2). II Domingo de setembro.
- Ofício: dominical per annum. Matinas com único noturno (9 antífonas e 9 salmos de Domingo), absolvição Exaudi, bênção Ille nos, Divinum auxilium, Per Evangelica dicta,  Leituras 1ª e 2ª da Escritura ocorrente (do livro de Jó), 3ª da Homilia, Te Deum.
- Missa: própria, com Glória, Credo, Prefácio da Santíssima Trindade.
- II Vésperas: antífona do Magnificat própria.

11. Segunda-feira – Féria da décima quarta semana depois de Pentecostes, IV classe, verde (R4-V4).
- Ofício: ferial per annum (II semana de setembro). Matinas com único noturno, sem Te Deum. Laudes: oração do Domingo precedente, comemoração dos Santos Proto e Jacinto, Mártires.
- Missa: do Domingo precedente, sem Glória, comemoração dos Santos Proto e Jacinto, sem Credo, Prefácio Comum. – Ou Missa dos Santos Proto e Jacinto, (vermelho): Salus autem, com Glória, orações próprias, sem Credo, Prefácio Comum.
- Vésperas da Féria: oração do Domingo precedente, sem comemoração.

12. Terça-feira – Santíssimo Nome de Maria, III classe, branco (R3-V3).
- Ofício: ordinário. Matinas com único noturno, absolvição Exaudi, bênçãos Ille nos, Ad societatem, Leituras 1ª e 2ª (=2ª+3ª) da Escritura ocorrente, 3ª Leitura da festa, com Te Deum. Prima responsório V. Qui natus.
- Missa: própria, com Glória, sem Credo, Prefácio de Nossa Senhora (Et te in festivitate).
- Vésperas da festa.

13. Quarta-feira – Féria da décima quarta semana depois de Pentecostes, IV classe, verde (R4-V4).
- Ofício: ferial per annum (II semana de setembro). Matinas com único noturno, sem Te Deum. Laudes: oração do Domingo precedente.
- Missa: do Domingo precedente, sem Glória nem Credo, Prefácio Comum.
- Vésperas da Féria: oração do Domingo precedente.

14. Quinta-feira – Exaltação da Santa Cruz, II classe, vermelho (R2-V2).
- Ofício: semifestivo. Matinas com três noturnos, com Te Deum. Laudes próprias. Demais Horas antífonas e salmos da féria, o resto do Próprio.
- Missa: própria, com Glória, Credo, Prefácio da Santa Cruz.
- Vésperas próprias. Completas de Domingo.
Na Epístola às palavras “ut in nomine Iesu” até “infernorum” inclusive genuflete-se, mesmo no Coro por todos na Missa in cantu.

15. Sexta-feira – As Sete Dores da Santíssima Virgem Maria, II classe, branco (R2-V2).
- Ofício: semifestivo. Matinas com três noturnos, Te Deum. Laudes próprias, comemoração de São Nicomedes, Mártir. Demais Horas antífonas e salmos da féria, o resto do Próprio. Prima responsório V. Qui passus.
- Missa: própria, com Glória, comemoração de São Nicomedes, Sequência, Credo, Prefácio de Nossa Senhora (Et te in Transfixione). – Ou Missa de Santa Catarina Fliscae Adurnae, Viúva (pro aliquibus locis), Prefácio Comum.
- Vésperas próprias, sem comemoração. Completas de Domingo.

16. Sábado – São Cornélio*, Papa, e São Cipriano*, Bispo, Mártires, III classe, vermelho (R3-V3).
- Ofício: ordinário. Matinas com único noturno, Leituras 1ª e 2ª (=2ª+3ª) da Escritura ocorrente, 3ª Leitura da festa, com Te Deum. Laudes comemoração dos Santos Eufêmia, Virgem, Luzia e Geminiano, Mártires (antífona Istorum, V. Laetamini).
- Missa: Intret, com Glória, comemoração dos Santos Eufêmia e Companheiros, sem Credo, Prefácio Comum.
- I Vésperas do Domingo seguinte: II classe, verde, como no Saltério do sábado, antífona do Magnificat Ne reminiscacris (III Domingo de setembro) oração própria, sem comemoração.
Amanha, da Impressão dos Estigimas de São Francisco, Confessor,  nada se faz.

17. + DOMINGO – XV DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES, II classe, verde (R1-V2). III de setembro
- Ofício: dominical per annum. Matinas com único noturno (9 antífonas e 9 salmos de Domingo), absolvição Exaudi, bênção Ille nos, Divinum auxilium, Per Evangelica dicta,  Leituras 1ª e 2ª da Escritura ocorrente (Início do livro de Tobias), 3ª da Homilia, Te Deum.
- Missa: própria, com Glória, Credo, Prefácio da Santíssima Trindade.
- II Vésperas: antífona do Magnificat própria.

18. Segunda-feira – São José de Cupertino, Confessor, III classe, branco (R3-V3).
- Ofício: ordinário. Matinas com único noturno, Leituras 1ª e 2ª (=2ª+3ª) da Escritura ocorrente, 3ª Leitura da festa, com Te Deum. Laudes antífona do Benedictus própria.
- Missa: própria, com Glória, sem Credo, Prefácio Comum.
- Vésperas antífona do Magnificat própria.

19. Terça-feira – São Januário, Bispo, e seus Companheiros, Mártires, III classe, vermelho (R3-V3).
- Ofício: ordinário. Matinas com único noturno, Leituras 1ª e 2ª (=2ª+3ª) da Escritura ocorrente, 3ª Leitura da festa, com Te Deum.
- Missa: Salus autem, com Glória, Evangelho próprio, sem Credo, Prefácio Comum.
- Vésperas da festa.

20. Quarta-feira – QUATRO TÊMPORAS DE SETEMBRO, II classe, roxo (R2-V2).
- Ofício: ferial per annum. Matinas com único noturno, Leituras da Homilia com seus responsórios, sem Te Deum. Laudes II, antífona do Benedictus e oração próprias, Preces, comemoração dos Santos Eustáquio e Companheiros, Mártires.
- Missa: própria, sem Glória, comemoração dos Santos Eustáquio e Companheiros, sem Credo, Prefácio Comum (sobre o Flectamus genua veja as RM 440).
- Vésperas para a antífona do Magnificat repete-se a do Benedictus, Preces, oração de Laudes, sem comemoração.

21. Quinta-feira – SÃO MATEUS, Apóstolo e Evangelista, II classe, vermelho (R2-V2).
- Ofício: semifestivo. Matinas com três noturnos, Te Deum. Laudes do Comum. Demais Horas antífonas e salmos da féria, o resto do Comum.
- Missa: própria, com Glória, Credo, Prefácio dos Apóstolos.
- Vésperas do Comum. Completas de Domingo.

22. Sexta-feira – QUATRO TÊMPORAS DE SETEMBRO, II classe, roxo (R2-V2).
- Ofício: ferial per annum. Matinas com único noturno, Leituras da Homilia com seus responsórios, sem Te Deum. Laudes II, antífona do Benedictus e oração próprias, Preces, comemoração de Santo Tomás de Vilanova, Bispo e Confessor, depois a dos Santos Maurício e Companheiros, Mártires.
- Missa: própria, sem Glória, 2ª oração de Santo Tomás de Vilanova, 3ª a dos Santos Maurício e Companheiros, sem Credo, Prefácio Comum.
- Vésperas para a antífona do Magnificat repete-se a do Benedictus, Preces, oração de Laudes, sem comemoração.

23. Sábado – QUATRO TÊMPORAS DE SETEMBRO, II classe, roxo (R2-V2).
- Ofício: ferial per annum. Matinas com único noturno, Leituras da Homilia com seus responsórios, sem Te Deum. Laudes II, antífona do Benedictus e oração próprias, Preces, comemoração de São Lino, Papa e Mártir, depois a de Santa Tecla, Virgem e Mártir.
- Missa: própria, sem Glória, 2ª oração de São Lino*, 3ª de Santa Tecla, sem Credo, Prefácio Comum (sobre o Flectamus genua veja as RM 440, e sobre as Leituras RM 468).
- I Vésperas do Domingo seguinte: II classe, verde, como no Saltério do sábado, antífona do Magnificat Adonai (IV Domingo de setembro), oração própria, sem comemoração.
Hoje na Missa Conventual e na Missa em que se conferem as Ordens, deve-se usar o formulário da Missa “longior”.
Amanhã, de Nossa Senhora das Merces, nada se faz.

24. + DOMINGO – XVI DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES, II classe, verde (R1-V2). IV Domingo de setembro.
- Ofício: dominical per annum. Matinas com único noturno (9 antífonas e 9 salmos de Domingo), absolvição Exaudi, bênção Ille nos, Divinum auxilium, Per Evangelica dicta,  Leituras 1ª e 2ª da Escritura ocorrente (começo do livro de Judite), 3ª da Homilia, Te Deum.
- Missa: própria, com Glória, Credo, Prefácio da Santíssima Trindade.
- II Vésperas: antífona do Magnificat própria.

25. Segunda-feira – Féria da décima sexta semana depois de Pentecostes, IV classe, verde (R4-V4).
- Ofício: ferial per annum (IV semana de setembro). Matinas com único noturno, sem Te Deum. Laudes: oração do Domingo precedente.
- Missa: do Domingo precedente, sem Glória nem Credo, Prefácio Comum.
- Vésperas da Féria: oração do Domingo precedente.
                                                                
26. Terça-feira – Féria da décima sexta semana depois de Pentecostes, IV classe, verde (R4-V4).
- Ofício: ferial per annum (IV semana de setembro). Matinas com único noturno, sem Te Deum. Laudes: oração do Domingo precedente, comemoração de São Cipriano e Santa Justina, Virgem, Mártires.
- Missa: do Domingo precedente, sem Glória comemoração de São Cipriano e Santa Justina, sem Credo, Prefácio Comum. – Ou Missa de São Cipriano e Santa Justina, sem Credo, Prefácio Comum. – Ou Missa São João, Santo Isaac e Companheiros, Mártires (pro aliquibus locis): com Glória, sem Credo, Prefácio Comum.
- Vésperas da Féria: oração do Domingo precedente.

27. Quarta-feira – São Cosme* e São Damião*, Mártires, III classe, vermelho (R3-V3).
- Ofício: ordinário. Matinas com único noturno, Leituras 1ª e 2ª (=2ª+3ª) da Escritura ocorrente, 3ª Leitura da festa, com Te Deum.
- Missa: própria, com Glória, sem Credo, Prefácio Comum.
- Vésperas da festa.

28. Quinta-feira – São Wenceslau, Mártir, III classe, vermelho (R3-V3).
- Ofício: ordinário. Matinas com único noturno, Leituras 1ª e 2ª (=2ª+3ª) da Escritura ocorrente, 3ª Leitura da festa, com Te Deum.
- Missa: In virtute, com Glória, oração própria, sem Credo, Prefácio Comum.
- I Vésperas da festa da Dedicação de São Miguel Arcanjo, I classe, branco.

29. Sexta-feira – DEDICAÇÃO DE SÃO MIGUEL ARCANJO, I classe, branco (R1-V1).
- Ofício: festivo próprio. Matinas bênção 8ª Quorum, Te Deum.
- Missa: própria, com Glória, Credo, Prefácio Comum.
- II Vésperas próprias. Completas de Domingo.

30. Sábado – São Jerônimo, Presbítero, Confessor, Doutor da Igreja, III classe, branco (R3-V3).
- Ofício: ordinário. Matinas com único noturno, Leituras 1ª e 2ª (=2ª+3ª) da Escritura ocorrente, 3ª Leitura da festa, com Te Deum.
- Missa: In médio, com Glória, orações próprias, sem Credo, Prefácio Comum.
- I Vésperas do Domingo seguinte: II classe, branco, como no Saltério de sábado, antífona do Magnificat Adaperiat (I Domingo de outubro), oração própria, sem comemoração.
Amanhã, de São Remígio, Bispo e Confessor, e de São Gregório, Bispo e Mártir, (pro aliquibus locis), nada se faz.

Desde o dia 1º de outubro até o dia 2 de novembro inclusive, em todas as igrejas paroquiais e em todos os oratórios dedicados à Mãe de Deus, recitem-se todos os dias o santo terço e a Ladainha de Nossa Senhora e a oração A vós, São José (Ex decreto Leonis Pp. XIII, 20 augusti 1885, 26 augusti 1886 et 15 augusti 1889; Decreto S.R.C. diei 3 maii 1960).

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Cerimônias da Santa Missa Solene diante do Bispo




PRENOTAS
I - A presente exposição das cerimônias da Santa Missa Solene celebrada diante de um Bispo está organizada segundo o disposto em três principais fontes:
a)     Cerimonial, 1. 2, c. 9, in: Liturgia, p. 456-466.
b)     Dom Antônio Coelho: Curso de Liturgia Romana, II, n. 1139-1142, p. 341-43, 1943;
c)      D. Joaquín Soláns: Manual Litúrgico: Breve exposicion de las sagradas cerimonias, n. 440-455, p. 335-477.
Outras fontes são citadas em seus devidos lugares, assim como diversos Decretos da Sagrada Congregação dos Ritos.

II – Siglas usadas no presente texto:
a)     B – Bispo;
b)     PA – Presbítero Assistente;
c)      DA (DAs) – Diacono(s) Assistente(s);
d)     Cel – Celebrante;
e)     D – Diácono da Missa;
f)       SD – Subdiácono;
g)     PI – Porta-insígnias;
h)    PB – Porta-báculo;
i)       PM – Porta-mitra;
j)       PL – Porta-livro;
k)     PC – Porta-candela;
l)       Cer – Cerimoniário;
m)  Ac (Acs) – Acólito (Acólitos);
n)    Ac1 e Ac2 – Primeiro Acólito e segundo Acólito;
o)     Tur – Turiferário.

III – A Missa Solene pode ser assistida por um Bispo estranho (fora de sua jurisdição) ou próprio (o Bispo diocesano ou “pessoal”).
a)     O Bispo próprio pode assistir a Missa Solene ou com pluvial e mitra, ou com capa magna, ou só com roquete e mantelete.
b)    Um Bispo fora de sua jurisdição assiste só com roquete e mantelete.
c)     Para que o Bispo possa assistir à Missa Solene no trono, ou seja, pontificalmente, começar a Missa, ter os seus assistentes, ler no Missal o que prescreve o Cerimonial (I, 20) e dar as bênçãos, é necessário que ele esteja revestido de pluvial e mitra, ou ao menos de capa magna[1].
Exporemos as diversas alternativas e suas particularidades.

Artigo I:
DIANTE DO BISPO PRÓPRIO SÓ DE ROQUETE
OU DE UM BISPO FORA DE SUA JURISDIÇÃO

1.      Um B titular pode assiste à Missa Solene revestido só de roquete e mantelete, e um B residêncial, fora de sua jurisdição, a assistirá do mesmo modo[2], entretanto, não poderá ocupar o trono, mas somente o primeiro lugar no coro, e, não sendo a cerimônia na catedral, ocupará um genuflexório no presbitério, no meio de dois clérigos com sobrepeliz. Também não ler o Intróito no Missal, nem diz os kyries; não impõe nem benze o incenso; por fim, não benze ao Subdiácono depois da Epístola nem ao Diácono antes do Evangelho, nem beija o Evangelho, nem dá a bênção final ao povo.
2.     O Celebrante saúda-o com uma inclinação máxima de cabeça, ao ir para o altar, e ao retirar-se depois da Missa. Durante todo o Santo Sacrifício, procede como na Missa Solene ordinária, sem atender à presença do B.
3.     Como os demais do coro se cobre quando está sentado e só no ofertório é incensado, de pé e com solidéu, o qual pode usar enquanto se canta o Evangelho. Recebe a paz do diácono, o qual a dá depois ao subdiácono e este aos demais do coro. Tanto o celebrante e os cônegos e os demais lhe fazem as reverências como de costume e, se está próximo do altar, o celebrante antes de dar a bênção final se inclina para ele, como para pedir-lhe licença, e logo dá a bênção para o lado em que o B não está.

Artigo II
DIANTE DO BISPO COM CAPA MAGNA

4.     Quando B assiste a Missa Solene de capa magna pode ocupar o trono e deverá ter três assistentes, a saber, dois Diáconos e um Presbítero Assistente, que devem ser, se é possível, cônegos e das primeiras dignidades da catedral, ainda que a Missa seja em outra igreja. Se são cônegos, assistem a Missa com o hábito coral próprio de sua igreja; se não são cônegos, com sobrepeliz.

5.      O B, neste caso, não usa báculo e, no lugar de mitra usará barrete, o qual lhe oferecerá para pôr o primeiro Diácono Assistente, e o receberá, ao tirar, o segundo Diácono Assistente, um e outro com as devidas reverências. Em particular, o terá posto quando diz munda cor meum para ler o evangelho e enquanto o lê, e ao impor e benzer o incenso, mas ele mesmo não é incensado a não ser no ofertório. Ao fim dará a bênção pontifical, colocando o barrete antes de cantar o sit nomen domini[3].


Artigo III:
DIANTE DO BISPO COM ASSISTÊNCIA PONTIFICAL

Nota
O mais próprio e mais conforme ao Cerimonial, de todas as possíveis assistências do Bispo, é que o ele assista a Missa Solene com capa pluvial e mitra, sobretudo nas grandes festividades, e então se mostra toda a magnificência das cerimônias prescritas pela igreja, quase como na Missa Pontifical.[4]

I. O que preparar[5]
Prepara-se tudo mais ou menos como para a Missa Pontifical ordinária, com as seguintes observações:
6.     O trono do Bispo é colocado no presbitério, no lado do Evangelho, se possível sobre três degraus com um supedâneo, ou ao menos um supedâneo. De cada lado coloca-se um assento, sem encosto nem braços, para os Diáconos Assistentes, e um outro, na direita do trono (na frente do primeiro Diácono Assistente), para o Presbítero Assistente.
7.      No meio do presbitério coloca-se um genuflexório, com almofada coberto com um pano com a cor do oficio[6].
8.     Uma almofada próximo ao trono para as genuflexões do Bispo.
9.     Sobre o altar, no meio se coloca respectivamente: pluvial, estola, cruz peitoral (se o Bispo já não está com ela), o cíngulo, alva e amito, tudo coberto com um véu de seda da cor do ofício.
10.  Sobre o altar no lado do Evangelho, coloca-se o báculo e a mitra (ou as mitras) são colocadas também no altar.
11.   Na credência o necessário para Missa Solene e mais um missal, candela e o Cânon para bênção do Bispo.
12.  O faldistório do Celebrante é colocado diante do trono do Bispo, no lado da Epístola, tendo aos seus lados, os assentos para o Diácono da Missa e para o Subdiácono.
13.  Os três assistentes se vestem como quando o Bispo assiste de capa magna.
Pressupostas essas advertências gerais, vejamos as coisas particulares.

II. Desde a vinda do Bispo até o início da Missa

14.  O Celebrante com seus assistentes pode entrar em procissão antes do Bispo, como de costume: vai ao altar, faz a devida reverencia, se dirige ao faldistório e senta-se.
15.  Chegado o B ao presbitério, o Celebrante com seus assistentes se levantam, então, o Bispo benze o Cel e aos ministros, que estarão de pé diante das banquetas e se inclinam profundamente (se são cônegos) ao receber a benção; se os ministros não são cônegos, se ajoelham. Logo o B faz reverencia à cruz e se ajoelha no genuflexório e junto a ele os dois diáconos assistentes, retirando-se a seus lugares no coro os demais que o acompanharam; depois de rezar um pouco, o B se levanta, faz reverencia à cruz benze novamente ao Cel e aos seus ministros e, acompanhado dos dois DAs (revestidos de hábito coral)  sobe ao trono acompanhado do caudatário que sustenta a extremidade posterior da capa e se senta. Então o Cel também se senta no faldistório e os seus ministros nas banquetas. E os acólitos retiram o genuflexório do presbitério, colocando-o em lugar conveniente.
16.  Em seguida o bispo retira o barrete, se levanta e deixa a capa, ajudado pelos assistentes. Os quais o revestem dos sagrados ornamentos, a saber: amito, alva, cíngulo, cruz peitoral, estola e pluvial, que são trazidos do altar pelos acólitos.
17.  A paramentação: Embora nem sempre possamos fazer o previsto pelos manuais litúrgicos a este respeito, diremos como se devem trazer do altar os paramentos para o Pontífice: O Cerimoniário deverá prevenir dez ou onze clérigos (seminaristas ou mesmo coroinhas), se possível. Estes, à indicação do Cerimoniário (quando o Bispo no trono retirar o barrete), irão de um em um ao lado da Epístola. Chegando o primeiro, faz genuflexão sobre o supedâneo, depois recebe do segundo Cerimoniário o amito, com as duas mãos; desce ao plano e, fazendo genuflexão, vai para junto do trono, de frente para o altar. Enquanto o primeiro desce do supedâneo, vai o segundo, fazendo genuflexão sobre o supedâneo (ao mesmo tempo em que o primeiro a faz no plano), a alva e vai colocar-se ao lado do primeiro, fazendo a genuflexão em baixo, e assim sucessivamente. Concluída a distribuição dos paramentos, o segundo Cerimoniário fará a genuflexão sobre o supedâneo, enquanto o ultimo clérigo a faz no plano, e tira do altar a mitra (ou as mitras) e o véu que cobria tudo, colocando-o sobre a credência. Colocados assim os clérigos, ao sinal do Cerimoniário todos fazem genuflexão, depois se voltam para o bispo, de modo que fiquem um atrás do outro em linha reta, mas de sorte que o amito seja o primeiro; e estando nesta posição, os clérigos todos farão ao mesmo tempo genuflexão ao Bispo. Então o primeiro clérigo entrega o amito, faz novamente genuflexão e se retira à direita, ficando em seu lugar o segundo, que entrega a alva, faz a reverencia e vai para o seu posto. Do mesmo modo, assim que o segundo clérigo entregar a alva, se retira e entra em seu lugar o terceiro, e assim sucessivamente. Podendo, depois de entregar todos os paramentos, fazer juntas a genuflexão e voltarem aos seus lugares no coro. [7]
18. Posto o pluvial, o B se senta, lhe é imposta a mitra preciosa[8] e recebe o báculo[9] na mão esquerda.

II
Desde o princípio da Missa até o ofertório
19.   Então o Cel e seus ministros se levantam e se dirigem ao altar, ao qual fazem a devida reverência[10]; vão ao lado do Evangelho e do mesmo modo fazem reverência ao B[11], o qual lhes da a benção, se levanta e no meio dos dois DAs (que sustentam as bordas do pluvial) vai ao altar. Ali, diante dos degraus do altar, deixa o báculo e a mitra. O Celebrante passa para a esquerda[12] do Bispo[13], o qual faz previamente inclinação profunda ao altar, depois dá princípio à Missa, para a qual o Cel lhe responde em tudo como se fosse seu acólito[14]. Os ministros e os DAs vão respondendo o mesmo (atrás do B e do Cel), mas com esta diferença: se os DAs são cônegos e os ministros da Missa não, os DAs fazem entre si a confissão[15], etc., detrás do B e do mesmo modo os ministros da Missa detrás do Cel, todos de pé[16]; mas se são todos cônegos, os ministros se colocam no meio entre os DAs, formando com eles uma mesma linha[17]; e isto farão do mesmo modo se nem uns nem outros são cônegos.
20. Depois de o Bispo rezar o Confiteor[18], o Cel reza-o também profundamente inclinado para o altar, e se volta para o Bispo às palavras Tibi Pater e te Pater (sem ajuntar reverendíssime).
21.  Depois que o Cel responder Amen ao Indulgentiam, faz inclinação profunda ao B e vai ao meio dos ministros (D e SD), com os quais recita o Deus tu conversus e o demais até o Oremus inclusive. Entretanto, do mesmo modo recita isto o B no meio dos dois DAs.

NOTA: O Presbítero Assistente, se o coro está no meio do presbitério ou próximo, estará em seu lugar com os cônegos até que o B volte para o trono; mas se o coro está longe, convém que ele esteja no presbitério com os DAs.

22.  Dito o Oremus pelo B, o primeiro DA lhe impõe a mitra preciosa, depois recebe o báculo[19] e, feita a devida reverência ao altar, vai para o trono do mesmo modo que dele veio[20], se senta, deixando o báculo. Logo se aproxima o Tur com o turíbulo e a naveta, fazendo prévia genuflexão ao altar e ao B, o qual impõe incenso, ajudado pelo PA[21], estando o Tur de joelhos. Aqui e nas demais ocasiões, o que ministra a naveta diz: Benedicite, Pater reverendissime, e o B responde: Per intercessionem.
23.  Entretanto, o Cel, depois de haver rezado a oração Aufer a nobis e beijado o altar, aguarda que lhe tragam o turíbulo para incensar o altar. Chegado o Tur do trono (com as devidas reverencias ao B e ao altar) entrega o turíbulo ao D e este ao Cel com os ósculos de rubrica. O Cel, depois de incensar o altar como de costume, é incensado pelo D, o qual entrega o turíbulo ao Tur.
24.  Durante a incensação do altar, o B e seus assistentes estão sentados e cobertos. O Tur, recebido o turíbulo do D, se dirige ao trono com as devidas genuflexões e o entrega ao PA, o qual se levanta[22] e desce do trono para incensar ao B (que está de pé e com mitra), depois do qual recebe a benção do B e entrega o turíbulo ao Tur, subindo logo ao trono, previa reverencia ao altar e ao B[23]. o Tur se retira com o turíbulo para a sacristia, voltando logo a seu posto junto à credência. Entretanto, se aproximam do trono o PL e o PC, o B, de pé, e sem mitra, lê o Intróito e logo o Kyrie alternando-o com os seus assistentes[24], depois do qual se senta (se o canto ainda se prolonga). Ao mesmo tempo o Cel lê o Intróito[25] e o Kyrie com seus ministros no altar.
25.  Terminado o Kyrie pelos cantores, o Cel entoa o Gloria in excelsis Deo, que prossegue com seus ministros como de costume; terminado o hino vão se sentar[26] nas banquetas no lado da Epístola. Então, o B, sem mitra, se põe de pé ao ser entoado o Gloria in excelsis Deo e assim o recita de memória (ou seja, sem livro) com os assistentes, mas sem alterná-lo[27], sentando-se depois e recebendo a mitra. Durante o canto do Gloria, o B inclinará a cabeça às palavras que o requerem e os demais se descobrem ao mesmo tempo como o Cel e seus ministros, os quais se levantam ao começar o Cum Sancto Spiritu e se dirigem ao meio, onde farão a devida reverencia ao B e ao altar.
26.  Terminado o canto do Gloria, o Cel canta Dominus Vobiscum, vai para diante do Missal e canta a Coleta como de ordinário. Ao Dominus Vobiscum o B se levanta, tendo antes deixado a mitra, com os assistentes e permanece de pé até o fim da Coleta.

NOTA: Se a Missa Solene a que o B assiste for uma daqueles em que se deve se ajoelhar à Coleta, ao versículo adjuva nos e postcommunio, os Acs (durante o Kyrie) colocam o genuflexório no meio do presbitério para que o B possa se ajoelhar à Coleta, ao versículo adjuva nos, às elevações (até o pax Domini) e postcommunio.

27.  O SD ao ir cantar a Epístola, faz a devida reverencia ao altar e ao B[28], e depois de cantada beija a mão do B com as devidas reverências antes e depois, segundo seja cônego ou não, e recebida a benção vai deixar o Epistolário na credência e passa o Missal ao lado do Evangelho, continuando a Missa como de costume.
28.                         O B, depois de dar a benção ao SD, lê a Epístola e o gradual (tendo o PL e o PC diante de si), reza (com as mãos juntas e a mitra posta) o munda cor meum, etc., e lê o Evangelho[29], estando os assistentes de pé e descobertos, como fazem sempre que o B lê algo[30].
29.  O D da Missa vai ao altar com o livro, fazendo genuflexão no meio para o B e depois para altar; deixa o livro à direita do Cel, desce e vai ao trono com as devidas reverencias e beija a mão do B (com reverencias antes e depois), voltando logo ao meio, onde diz o munda cor meum. Entretanto, o Tur leva ao trono o turíbulo e a naveta para que o B, ajudado pelo PA, imponha o incenso[31].
30.                         O D depois do munda cor meum toma o livro, desce ao meio, onde faz a devida reverencia tendo o SD à sua esquerda e os Acs; logo se dirige (precedido destes) ao trono, onde ajoelhado (ou inclinado) pede a bênção ao B dizendo: Iube domne benedicere e o B respode: Dominus sit in corde tuo... e faz sobre ele o sinal da cruz às palavras in nomine Patris... Entretanto, os DAs estão de pé e os demais, que não são cônegos, de joelhos.
31.  Recebida a benção pelo D, sem beijar a mão do B, desce do trono, repete a reverencia ao Bispo, e depois ao altar, e se dirige ao lugar onde se canta o Evangelho. O B sem mitra, mas com solidéu e báculo se levanta ao Dominus vobiscum, se persigna ao Initium ou Sequentia e tendo o báculo com as duas mãos escuta o Evangelho, voltado para o D que o canta[32].
32.  Terminado o canto, o SD (sem nenhuma genuflexão ou reverência) leva o livro aberto ao B, o qual, deixando antes o báculo, beija o princípio do Evangelho pondo as mãos sobre o livro e diz: Per evangélica... Feito isto, o SD se retira com as devidas reverencias, e entrega o livro ao segundo Cerimoniário[33]. Entretanto, o Tur entrega o turíbulo ao PA, o qual desce do trono e incensa o B com as devidas reverencias[34], devolvendo o turíbulo depois ao Tur, que o leva para a sacristia, pois nesta ocasião não se incensa ao Cel.
33.  Se há sermão e este for proferido por outro e não pelo B, este se senta depois de ser incensado pelo PA e recebe a mitra. Também se sentam e se cobrem os demais. Então vem o pregador com o Cer e com as devidas reverências se ajoelha (ou se inclina) diante do B e pede a benção dizendo: Iube domne benedicere, ao que o B responde: Dominus sit in corde tuo et in labiis tuis, ut digne et fructuose annunties verba sancta sua. In nomine Patris, etc.
34.  O Cel prossegue a Missa Solene como de costume e entoa o Credo, sentando-se depois de o haver rezado com os ministros. O B o reza de memória e em pé com os seus assistentes e ao fim se senta e recebe a mitra; também os demais se sentam e se cobrem. Ao cantar-se no coro o Et incarnatus est, se inclinam o B e seus assistentes, mas sem descobrir-se.

Do Ofertório até o fim da Missa
35. Depois de cantado o Credo, o volta Cel ao altar, canta Dominus vobiscum e o Oremus. Quando o Cel subir os degraus do altar, o DA1 tira a mitra do B, que se levanta com todos os demais, e dito o Oremus pelo Cel, lê, ao mesmo tempo em que o Cel, o Ofertório.[35]

36. Em seguida a Missa continua como de costume, observando estas variações: o SD volta-se do lugar onde está em direção ao B com a galheta de água (ou com a colherinha) na mão direita, dizendo: Benedicite, Pater reverendissime e o B abençoa a água apenas com estas palavras: In nomine Patris et Filii et Spiritus Sancti. Amen. Portanto, ao dizer a oração Deus qui humanae substantiae não benze a água.
37. Entretanto, o Tur já se dirigiu ao trono para que o B imponha o incenso, o qual o faz como de costume depois de benzer a água, e o Tur leva em seguida o turíbulo ao D da Missa, o qual o entrega ao Cel e este faz a incensação como de ordinário. Depois o D incensa o Cel duplici ductu cum duplici ictu, e logo vai ao trono e o entrega ao PA, fazendo previamente as devidas reverencias ao altar e ao B, que estará de pé, com mitra e as mãos juntas, voltando-se a sentar-se depois de dar a benção ao PA, e este devolve o turíbulo ao D. O dito D incensa então com dois golpes duplos ao PA e logo ao DA1, faz genuflexão ao B (ou inclinação profunda, se é cônego) e incensa ao DA2, os quais recebem a incensação de pé e sem barrete, depois se sentam e se cobrem. Depois, com as devidas reverencias ao B e ao altar, o D vai incensar o coro por sua ordem e depois volta ao altar para incensar o SD e entrega o turíbulo ao Tur, o qual incensa o D, o Cer, os Acs e o povo.























 38. Dita a Secreta pelo Cel, quando este começar a cantar o Per omnia saecula saeculorum, o B deixa a mitra e se levanta[36], como também os demais. O B reza o Sanctus com os seus assistentes (sem alternar) e logo se senta e toma a mitra, e o báculo. Em seguida, se levanta, desce do trono e vai, entre os dois DAs[37] se ajoelhar no genuflexório, que os Acs colocaram no meio do presbitério[38]; por isso, o SD se retira para o lado da Epístola. Chegado ao genuflexório, o B deixa o báculo, se ajoelha entre os dois DAs, dos quais o DA2 lhe tira a mitra e o DA1 lhe tira o solidéu[39], se ajoelhando logo aos lados do B; atrás se ajoelham o PB e o PM. Os ceroferários, neste caso, fazem genuflexão ao altar, ao B e se colocam nos dois lados do altar, uns de frente para os outros, sem dar as costas para o B.[40]

39.  Depois da elevação do Cálice, o B se levanta (com seus assistentes, o PB e o PM) e faz genuflexão simples ao Santíssimo Sacramento; o DA1 lhe põe o solidéu e a mitra, o PB lhe entrega o báculo e voltam para o trono como vieram. Ali o B entrega o báculo, lhe tiram a mitra e o solidéu, e permanece de pé e com as mãos juntas voltado para o altar; os demais ficam na mesma postura. Entretanto, os ceroferário, fazem genuflexão com um só joelho para o altar e voltam para a sacristia[41], os Acs retiram o genuflexório do presbitério (fazendo antes genuflexão) e o SD volta ao seu lugar.

40. Depois do Pax Domini, o B reza o Agnus Dei com os seus assistentes (sem alternar e logo o PA vai em direção ao Cel, recebe a paz como de costume e a dá ao B, pondo as mãos debaixo dos cotovelos do B em sinal de respeito e dizendo: Pax tecum, ao que o B responde: Et cum spiritu tuo e em seguida o PA dá a paz ao DA1, faz genuflexão e dá a paz ao DA2, os quais a recebem com uma reverência antes e depois.[42]
41.  Entretanto, o PA dá a paz ao SD (que está acompanhado pelo Cer2), este dá a paz ao coro, ao D da Missa e ao Cer2, o qual com os ministros inferiores a dão e recebem com na Missa Solene. O PA, depois de dá a paz ao SD, volta ao trono (ou ao coro se lá estava antes).

42.  Depois que o Cel comungar o preciosíssimo Sangue, o B se senta e o DA1 lhe põe o solidéu e a mitra preciosa[43]. Logo, se aproximam o PL e o PC[44] para que leia a antífona Communio. Lida a mesma antífona pelo Cel, este entoa o Dominus vobiscum e então o B se levanta (tendo antes tirado a mitra) e assim permanece até o Ite Missa est.
43.  Depois do Ite Missa est o B recebe a mitra para dar a benção do trono, a qual o B dá como de ordinário[45]. Entretanto, o Cel e os ministros se retiram para o lado da Epístola[46], onde recebem a benção de pé e profundamente inclinados, se forem Cônegos; se não forem Cônegos todos (exceto o Cel que fica profundamente inclinado) recebem a benção de joelhos.
44.  Dada a benção, o B entrega o báculo[47], se senta e lhe tiram a mitra, depois se levanta, recebe o báculo (caso o tenha deixado) e permanece de pé com báculo enquanto o Cel lê o Ultimo Evangelho. Ao Et Verbum caro factum est, o B faz genuflexão sobre a almofada que o Cer ou outro ministro colocou diante dele. Depois o B entrega o báculo, se senta e recebe a mitra.
45.  Entretanto, o Cel e os seus ministros, desce in plano, faz a devida reverência ao altar e depois ao B[48], o qual lhe dá a benção, e, então, o Cel e seus ministros voltam para a sacristia. Logo, os Diáconos Assistentes tiram do B os paramentos sagrados, que os Acs levam para o altar; coloca-se o genuflexório no meio do presbitério; o B reveste a capa magna, recebe o barrete e então desce e vão ao genuflexório, onde reza por alguns instantes. Depois acompanhado de seus assistentes se retira do presbitério.[49]


NOTAS:

a)     Se a Missa Solene é de Réquiem, o B poderá assistir com capa ou com pluvial preta ou roxa. O genuflexório e o assento do B estarão cobertos com um pano roxo.
b)    Depois do Indulgentiam o B voltará com os seus assistentes ao seu assento. Para as orações, tanto no principio como no fim, irá se ajoelhar no genuflexório com a cabeça descoberta.
c)     Ao começar a Epístola, voltará ao seu assento e somente agora o PA (que estava no coro[50]) irá assistir ao B, tomando seu lugar no lugar costumeiro.
d)    Ao ofertório o B imporá incenso como de ordinário e depois do Cel será incensado pelo PA.
e)     Desde o Sanctus até o Agnus, exclusive, estará de joelhos no genuflexório
f)      O B dirá o Agnus com os seus assistentes no assento e ao final da Missa não dará a benção.
g)     Se houver a oração fúnebre, se fará sem pedir benção ao B, mas beijando-lhe a mão.
h)    Se o B fizer a absolvição Ad tumulum, a fará revestido de amito, cruz peitoral, estola, pluvial e mitra simples.





[1] Decretos 650, 906, 1401, 34342.
[2]  Decretos 2976, 2; 3873, 3.
[3]  Decretos 14767, 20495, 21952.
[4] A esta chamam alguns de Missa meio-pontifical.
[5] Decretos n. 650, 906, 1401, 3434II, 3110XXI, 21952, 4195, 3411, 2659, 23883, 2776.
[6] Nada impede que a cor corresponda ao prelado.
[7] Cf. Baldeschi, t. III, c. 1, art. 3, apud Padre Joaquín SOLÁNS, in: Manual Litúrgico, t. I, n. 443, p. 460, nota 1.
[8] Pelo segundo Diácono Assistente.
[9] Do PB ou mesmo do segundo Diácono Assistente.
[10] Estando todos no plano, o Cel faz genuflexão se o Santíssimo estiver no altar, caso contrário inclinação profunda. Os ministros fazem sempre genuflexão. Após receber a benção, se colocam no lado da Epístola, diante do altar.
[11] Para isso, os ministros com o Cel vão ao lado do altar, voltam-se para o Bispo e fazem a dita reverência: o Cel faz inclinação profunda e os ministros fazem genuflexão.
[12] Entende-se que o Cel fica de pé ao lado esquerdo do Bispo.
[13] Decreto de 14 de novembro de 1676, n. 15836.
[14] Decreto de 4 de agosto de 1663, n. 12757.
[15] O Cônego mais digno diz (voltando-se para o outro): vobis fratres e vos fratres e misereatur vestri. O outro Cônego (voltando-se para o mais digno) diz: tibi pater e te pater, e misereatur tui.
[16] Alguns autores ensinam que os assistentes do Bispo e do Cel deveriam fazer a confissão de joelhos, mas afirmamos que é de pé, pois assim manda claramente a Rubrica (Rit. Celebr., 3, 6), o Cerimonial (II, 8, 32) e o Decreto de 14 de novembro de 1676, no número 15836, sem cônegos ou não.
[17] Atrás do Cel, ou seja, um pouco para o lado do Evangelho.
[18] É necessário dizer que os Porta-insígnias seguiram o Bispo até o altar e aí permanecem atrás dos ministros sagrados, à distância na seguinte posição:  o PB com o PM à sua direita, estão atrás dos assistentes do Bispo (lado da Epístola); o PL com o PC à sua esquerda, atrás dos assistentes do Cel (lado do Evangelho). 
[19] Do PB ou do próprio segundo DA.
[20] Entretanto, se o Santíssimo estiver no altar, todos farão genuflexão.
[21] Se por falta das pessoas requeridas o B não mais que os dois DAs, sem PA, então (conforme comentadores do Caerem., c. 9), é o D da Missa que deve ministrar o incenso ao B e depois incensá-lo.
[22]  Igualmente se levantam os DAs.
[23] Depois de ser incensado, o B se senta e imediatamente o DA tira a mitra do B.
[24] Se o coro está no presbitério, os cônegos com as devidas reverencias formam circulo ao redor do B enquanto este lê o Intróito, o Kyrie, o Gloria, o Credo e o Agnus, voltando aos seus lugares depois de receber a benção do B.
[25] Lido o Intróito, o PL e PC se retiram, pois os Kyries o B lê de memória.
[26] Sem reverência ao B.
[27] Decreto de 7 de janeiro de 1880, n. 3057.
[28] O SD vai ao meio do altar faz genuflexão para o altar e daí mesmo faz genuflexão ao B.
[29] Persignando o livro e a si mesmo (Decreto de 17 de junho de 1673, n. 14767).
[30] Decreto de 31 de agosto de 1680, n. 16503. Depois de ler o Evangelho (ou se não leu), o B senta-se, e recebe a mitra.
[31] Tendo o B abençoado o incenso, o Tur fecha o turíbulo e aguarda num lado (o mais conveniente será ao lado do PM). Quando a procissão vier com o D da Missa pedir a benção ao B, o Tur toma o seu lugar costumeiro na procissão. Entretanto, nada parece impedir que o Tur vá logo ocupar seu lugar na procissão.
[32] Se durante o Evangelho ocorrer alguma genuflexão, o B se ajoelha ali mesmo, sobre a almofada.
[33] Na falta deste, entrega-o ao acólito.
[34] Decreto de 4 de setembro de 1875, n. 33684.
[35] O Cerimonial não diz se o B lê o Ofertório sentado ou de pé e os liturgistas não estão conformes neste ponto; entretanto, seja sentado ou de pé, ao menos o B está sentado e com mitra depois do Ofertório. Caso se prefira que esteja sentado, faz-se o seguinte: Ao Oremus do Cel, o PL e o PC se aproximam do Bispo, fazem genuflexão e se ajoelham para que ele leia a antífona do Ofertório, depois se levantam, repetem a genuflexão e voltam aos seus lugares.
[36] Decreto de 5 de março de 1695, n. 19212.
[37] Que levantam as fimbrias do pluvial.
[38] O PB e o PM seguem o Prelado.
[39] Cerimonial, I, 8, 3.
[40] Nada impede que permaneçam nos lugares costumeiros, desde que não seja na frente do B, seja mais baixo que o presbitério ou de todo não tire a visão do povo.
[41] Ou para o seu lugar de costume.
[42] Alguns ensinam que é o próprio B que dá a paz aos DAs.
[43] Caso não haja comunhão. Se houver comunhão, o B deve ajoelhar-se in faldistorio contra altare ut tempore elevationis... aut genuflectere in plano velante gradus sedis episcopalis, conforme o costume; podendo permanecer ajoelhado durante a comunhão ou só até o Cel descer do altar para a distribuição da comunhão, conforme o costume (Decreto de 11 de março de 1871, n. 3229).
[44] Genuflexão e ficam de joelhos.
[45] Para a benção, o B faz o sinal da cruz sobre o peito ao cantar o sit Nomem Domini benedictum, e depois se benze ao cantar adjuntorium nostrum (Cerimonial I, 25, 5); ao Benedicat vos, o B estende e levanta as mãos ante faciem, elevando ao mesmo tempo os olhos; toma com a mao esquerda o báculo e faz com mão direita três cruzes a sinistris, in médio et a dextris suis, como de costume, ao dizer Pater, et Filius, et Spiritus Sanctus. Todos permanecem de joelhos (exceto o Cel e os cônegos) para a benção, inclusive os DAs que levantam as fimbrias do pluvial do B.
[46] Poderiam ir para o lado da Epístola na mesma posição em que estão, ou, melhor ainda, um atrás do outro.
[47] Ou não, segundo alguns liturgistas.
[48] Não se especifica se o B está sentado ou de pé, podendo por isso dar esta benção sentado mesmo.
[49] Decretos n. 3569, II, 1921, 3188, 28953, 24811, 3239, 3618.
[50] É o que se entende.