sexta-feira, 16 de junho de 2017

Capítulo VIII - O Cânon da Missa até a Consagração


1. Tendo terminado a prefação, como acima, o sacerdote, de pé ante o meio do altar e voltado para este, estende e eleva um pouco as mãos e com os olhos elevados para Deus, e sem demora devotamente abaixados, e com as mãos unidas e postas sobre o altar, profundamente inclinado começa o Cânon, dizendo em segredo: Te igitur, etc., como ordenado no Ordo Missae. Quando diz: Uti accepta habeas et benedicas, etc., primeiro oscula o altar no meio, em seguida ergue-se, mantém-se de pé com as mãos unidas ante o peito. Quando diz: Haec + dona, haec + munera, haec sancta + sacrificia, com a mão direita faz o sinal da cruz três vezes sobre a hóstia e o cálice. Em seguida, com as mãos estendidas ante o peito, prossegue: In primis quae tibi offferimus, etc.
2. Onde diz: una cum famulo tuo Papa nostro N., fala o nome do Papa: Estando a Sé vacante, omite-se as palavras preditas. Onde se diz: et Antistite nostro N., é especificado o nome do Patriarca, do Arcebispo, ou do Bispo Ordinário da Diocese na qual se celebra, e não de outro Superior, mesmo se o celebrante é isento ou está sob a jurisdição de outro Bispo.
Se, porém, o Bispo Ordinário do lugar onde a Missa é celebrada, morreu omitem-se as preditas palavras, são omitidas também por aqueles que celebram em Roma.
Se o celebrante é Bispo, Arcebispo ou Patriarca, tendo omitido as referidas palavras, diz no lugar delas: et me indigno servo tuo.
Porém, quando o Sumo Pontífice celebra, omitidas as palavras: una cum famulo tuo Papa nostro N. et Antisitite nostro N., diz: una cum me indigno famulo tuo, quem gregi tuo praeesse voluisti. E continua tudo o mais, como se segue: et omnibus orthodoxis, etc.
3. Quando diz: Memento, Domine, elevando e unindo as mãos diante da face ou do peito, permanece assim de pé com as mãos juntas e em silêncio por um pouco de tempo, tendo a cabeça um pouco inclinada, fazendo a comemoração dos fiéis vivos de Cristo conforme a sua vontade, dos quais, se quiser, pode nomear em voz baixa: porém, não é necessário nomeá-los, mas apenas tê-los na memória.
Pode também o celebrante, se pretende rezar por vários, para não ser moroso aos circunstantes, proponha em pensamento a si mesmo antes da Missa todos eles, tanto vivos quanto defuntos pelos quais pretende rezar naquela Missa, e neste lugar faz a comemoração de modo geral apenas dos vivos, pelos quais antes da Missa se propôs rezar durante a Missa.
4. Feita a Comemoração dos vivos, abaixando e estendendo as mãos, como antes, continua: Et omnium circumstantium, etc. Igualmente de pé prossegue: Communicantes. Quando diz: Iesu Christi, inclina a cabeça: na conclusão, quando diz: Per eúmdem, junta as mãos.
Quando diz: Hanc igitur oblatiónem, estende as mãos igualmente sobre as oblatas, de tal modo que as palmas estejam abertas voltadas e sobre o cálice e a hóstia, e as mantém assim até às palavras: Per Christum Dominum nostrum. Então, junta as mãos, e assim prossegue: Quam oblationem tu, Deus, in omnibus, quaesumus: e faz o sinal da cruz três vezes sobre a hóstia e o cálice ao mesmo tempo quando diz: bene+dictam, adscri+ptam, Ra+tam. Depois quando diz: ut nobis Cor+pus, faz separadamente o sinal da cruz só sobre a hóstia; e quando diz: et San+guis, faz igualmente só sobre o cálice: em seguida, elevando e juntando as mãos ante o peito, prossegue: fiat dilectíssimi Filii tui Domini nostri Iesu Christi, e inclinando a cabeça para a Cruz, limpa, se for necessário, os polegares e indicadores no corporal, e diz em voz baixa, como antes: Qui pridie quam pateretur: e tomando a hóstia com o polegar e o indicador da mão direita, e segurando-a também com o polegar e o indicador da mão esquerda, estando em pé ereto diante do meio do altar, diz: accepit panem in sanctas ac venerabiles manus suas, e elevando os olhos ao Céu e abaixando-os imediatamente, diz: et elevatis oculis in caelum ad te Deum Patrem suum omnipotentem, e inclinando um pouco a cabeça, diz: tibi gratias agens, e tendo a hóstia entre o polegar e o indicador da mão esquerda, faz com a mão direita o sinal da cruz sobre a mesma, dizendo: bene+dixit, fregit, deditque discipulis suis, dicens: Accipite et manducate ex hoc omnes.
5. Se há um vaso com outras hóstias a serem consagradas, antes de pegar a hóstia, descobre com a mão direita o cálice, ou o vaso das outras hóstias. Quando, porém, terminar de pronunciar as preditas palavras, com os cotovelos postos sobre o altar, e pronuncia distinta e reverentemente as palavras da Consagração ao mesmo tempo sobre a hóstia e todas as outras, se as houver de consagrar; e tendo apenas a sua hóstia entre os polegares e indicadores, diz: Hoc est enim Corpus meum.
Pronunciadas as palavras, o celebrante tendo a Hóstia entre os preditos polegares e indicadores sobre o altar, com os outros dedos das mãos estendidos, e ao mesmo tempo juntos (e estando as Hóstias, se são várias para consagrar, em seu lugar, no qual foram colocadas no início da Missa, sobre o corporal ou em outro vaso ou cálice) adora-A fazendo genuflexão.
Então, erguendo-se, eleva ao alto a Hóstia o quanto puder comodamente, e com os olhos voltados para a mesma (o que também faz na elevação do cálice) a mostra reverentemente ao povo para ser adorada; e imediatamente apenas com a mão direita reverentemente A repõe sobre o corporal no mesmo lugar de onde A elevou, e a partir de agora não separa os polegares e os indicadores, a não ser quando tiver de tocar ou manusear a Hóstia consagrada, até a ablução dos dedos depois da Comunhão.
6. Reposta a Hóstia consagrada sobre o corporal, adora-A fazendo genuflexão; se há um vaso com outras Hóstias, cobre com uma patena ou pala, como acima. O ministro, pouco antes da Consagração advirta os fiéis com um sinal da campainha. Em seguida, enquanto o celebrante eleva a Hóstia, com a mão esquerda eleva as fímbrias posteriores da casula, a fim de que não impeça o celebrante na elevação dos braços; isto o faz também na elevação do Cálice; e com a mão direita toca a campainha três vezes em cada elevação, ou continuadamente até que o sacerdote deponha a Hóstia sobre o corporal, e do mesmo modo para a elevação do Cálice.
7. Tendo adorado o Sacramento, o celebrante levanta-se, e descobre o cálice, no qual, se necessário, purifica os dedos, o que sempre faz se algum Fragmento aderir aos dedos; e de pé ereto diz: Simili modo postquam cenatum est, e tomando nas mãos o cálice próximo ao nó abaixo da copa, e elevando-o a pequena altura, e imediatamente o depondo, diz: accipiens et hunc praeclarum Calicem in sanctas ac venerabiles manus suas, etc. Quando diz: item tibi gratias agens, inclina a cabeça; quando diz: bene+dixit, tendo a mão esquerda sob a copa do cálice, com a direita traça o sinal da cruz sobre o mesmo; e continua: deditque discipulis suis, etc., e tendo o cálice nas mãos, a saber, na direita o nó abaixo da copa, na esquerda o seu pé e, com os cotovelos sobre o altar, e profere atenta e continuamente, como dito acima, as palavras da Consagração do Sangue: Hic est enim Cálix, etc.
Tendo-as dito, repõe o Cálice sobre o corporal, dizendo em voz baixa: Haec quotiescumque feceritis, etc., adora o Sangue reverentemente com genuflexão. Então, se levanta, e tomando o Cálice descoberto com o Sangue nas mãos, como antes, eleva-O, e, ereto tanto quanto pode comodamente, mostra-O ao povo para adoração: imediatamente O repõe reverentemente sobre o corporal no lugar anterior, e com a mão direita O cobre com a pala, e adora o Sacramento com genuflexão.

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Título original: Ritus servandus in celebratione Missae
Caput: VIII - De Canone Missae usque ad Consacrationem

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