sexta-feira, 31 de março de 2017

Calendário Litúrgico do mês de abril

ORDO MMXVII

EXPLICAÇÃO DOS SINAIS

+ = Dia de Preceito.
R0 = Proíbe-se celebrar Missa de Réquiem.
R1 (R2, R3, R4) = Permite-se celebrar Missa de Réquiem de I (II, III ou IV) classe.
V0 = Proíbe-se celebrar Missa Votiva.
V1 (V2, V3, V4) = Permite-se celebrar Missa Votiva de I (II, III ou IV) classe.

DIA
CALENDÁRIO
01
Sábado
R3-V3
Féria da quarta semana da Quaresma, Sitientes, III classe, roxo.
1º sábado do mês
- Ofício: ferial como no saltério, no Ordinário para a Quaresma e no Próprio. Matinas com único noturno sem Te Deum; Laudes II com antífonas próprias, desde o Capítulo como no Ordinário para a Quaresma. Demais Horas com antífonas próprias.
- Missa: própria, sem Glória e sem Credo. Prefácio da Quaresma. Após Communio acrescenta-se a oração Super. Ite, Missa est. Ou Missa do Imaculado Coração de Maria (R3-V3).


Tempo da Paixão
O Tempo da Paixão decorre desde as I Vésperas do I Domingo da Paixão até a Missa da Vigília Pascal exclusive.
1. Antes das I Vésperas de hoje cobrem-se com véu roxo todas as cruzes e imagens dos altares e dentro da igreja expostas para a veneração publica até a sexta-feira In Parasceve e até ao Glória da Vigília Pascal inclusive.
2. No Ofício do Tempo da Paixão omite-se o Glória Patri no fim do salmo Venite exsultemus e nos responsórios das Horas. No hino Vexila ajoelha-se desde O Crux.
3. Em Prima diz-se todos os dias a leitura breve Faciem meam.
4. Nas Missas do Tempo da Paixão (até a quinta-feira in cena Domini inclusive) omite-se: a) o salmo Judica me; b) Gloria Patri no Introito e no salmo Lavabo (e também no Asperges no Domingo).
02
DOMINGO
R0-V0
I DOMINGO DA PAIXÃO, I classe, roxo.
- Ofício: dominical próprio: como no saltério, no Ordinário para o Tempo da Paixão e no Próprio. Matinas com único noturno sem Te Deum; Laudes II com antífonas próprias. Prima, antífonas próprias, salmo 53 no lugar do 117, leitura breve do Tempo. Demais Horas com antífonas próprias.
- Missa: própria, sem Glória, com Credo, Prefácio da Santa Cruz. Ite, Missa est.
03
Segunda-feira
R3-V3
Féria da semana da Paixão, III classe, roxo.
- Ofício: ferial próprio: como no saltério, no Ordinário para o Tempo da Paixão e no Próprio. Matinas com único noturno sem Te Deum; Laudes II com antífonas próprias. Prima, antífonas próprias, salmo 53 no lugar do 117, leitura breve do Tempo. Demais Horas com antífonas próprias.
- Missa: ferial própria, tractus, sem Glória nem Credo, Prefácio da Santa Cruz. Ite, Missa est.
04
Terça-feira
R3-V3
Féria da semana da Paixão, III classe, roxo.
- Ofício: ferial próprio: como no saltério, no Ordinário para o Tempo da Paixão e no Próprio. Matinas com único noturno sem Te Deum; Laudes II com antífonas próprias com comemoração de Santo Isidoro, Bispo, Confessor, Doutor da Igreja. Prima, antífonas próprias, salmo 53 no lugar do 117, leitura breve do Tempo. Demais Horas com antífonas próprias.
- Missa: ferial própria, com comemoração de Santo Isidoro, tractus, sem Glória nem Credo, Prefácio da Santa Cruz. Ite, Missa est.
05
Quarta-feira
R3-V3
Féria da semana da Paixão, III classe, roxo.
- Ofício: ferial próprio: como no saltério, no Ordinário para o Tempo da Paixão e no Próprio. Matinas com único noturno sem Te Deum; Laudes II com antífonas próprias, com Preces feriais e comemoração de São Vicente Ferrer, Confessor. Prima, antífonas próprias, salmo 53 no lugar do 117, leitura breve do Tempo. Demais Horas com antífonas próprias.
- Missa: ferial própria, tractus, sem Glória nem Credo, com comemoração de São Vicente Ferrer. Prefácio da Santa Cruz. Ite, Missa est.
06
Quinta-feira
R3-V3
Féria da semana da Paixão, III classe, roxo.
- Ofício: ferial próprio: como no saltério, no Ordinário para o Tempo da Paixão e no Próprio. Matinas com único noturno sem Te Deum; Laudes II com antífonas próprias. Prima, antífonas próprias, salmo 53 no lugar do 117, leitura breve do Tempo. Demais Horas com antífonas próprias.
- Missa: ferial própria, sem tractus, Glória nem Credo, Prefácio da Santa Cruz. Ite, Missa est.
07
Sexta-feira
R3-V3
Féria da semana da Paixão, III classe, roxo.
1ª sexta-feira
- Ofício: ferial próprio: como no saltério, no Ordinário para o Tempo da Paixão e no Próprio. Matinas com único noturno sem Te Deum; Laudes II com antífonas próprias, com Preces feriais e comemoração de Nossa Senhora das Dores. Prima, antífonas próprias, salmo 53 no lugar do 117, leitura breve do Tempo. Demais Horas com antífonas próprias.
- Missa: ferial própria com comemoração de Nossa Senhora das Dores, tractus, sem Glória nem Credo, Prefácio da Santa Cruz. Ite, Missa est. Ou Missa do Sagrado Coração de Jesus.
08
Sábado
R3-V3
Féria da semana da Paixão, III classe, roxo.
- Ofício: ferial próprio: como no saltério, no Ordinário para o Tempo da Paixão e no Próprio. Matinas com único noturno sem Te Deum; Laudes II com antífonas próprias. Prima, antífonas próprias, salmo 53 no lugar do 117, leitura breve do Tempo. Demais Horas com antífonas próprias.
- Missa: ferial própria, sem tractus, Glória nem Credo, Prefácio da Santa Cruz. Ite, Missa est.
- I Vésperas do II Domingo da Paixão, I classe, roxo.

Semana Santa
Chama-se Semana Santa a semana desde o II Domingo da Paixão ou de Ramos até o Sábado Santo inclusive; porém, os três últimos dias desta mesma semana são designados com o nome de Triduo Sacro.
1. Desde o Domingo de Ramos até o Sábado Santo inclusive deve-se usar o Ordo Hebdomadae Sanctae Instauratus (S.C.R. decreto geral de 16 de novembro de 1955). Igualmente devem ser observadas as Ordinationes et declarationes (S.C.R. 1 de fevereiro de 1957).
2. Desde o Domingo de Ramos e durante toda a Semana Santa não se admite nenhuma comemoração (a não ser sob única conclusão) e proíbe-se também qualquer coleta.
3. Das Missas de Defuntos só é permitida a Missa do funeral, de segunda à quarta-feira.
09
DOMINGO
R0-V0
II DOMINGO DA PAIXÃO ou de RAMOS, I classe, roxo.
- Ofício: dominical próprio: como no saltério, no Ordinário para o Tempo da Paixão e no Próprio. Matinas com único noturno sem Te Deum; Laudes II com antífonas próprias. Prima, antífonas próprias, salmo 53 no lugar do 117, leitura breve do Tempo. Demais Horas com antífonas próprias.
- Missa: própria, sem Glória, Leitura da Paixão, com Credo, Prefácio da Santa Cruz. Ite, Missa est.

Advertenda: sobre o Domingo de Ramos
1. A bênção e distribuição dos ramos deve ser feita com ritu solemni nas igrejas catedrais e colegiais.
2. Porém, nas igrejas paroquiais a bênção dos ramos, a distribuição e procissão deve ser feita com ritu solemni ou ritu minore, como no n. 4 abaixo.
3. Nas demais igrejas ou oratórios deve-se fazer no ritu solemni ou minore, conforme o n. 4 abaixo.
4. O ritu minor não deve ser usado em nenhum lugar, a não ser: a) que haja número suficiente de ministros inferiores (pelo menos três); b) que os mesmos estejam bem instruídos (S.C.R. 15 de maio de 1956, n. 2).
5. Tempo. A bênção dos ramos e a procissão com sua subsequente Missa se faz pela manhã, na hora costumeira da Missa principal. Onde a Missa vespertina costuma ser celebrada com grande concurso do povo, o Ordinário do lugar pode permitir, se houver verdadeira razão pastoral, que a bênção, procissão e Missa dos ramos seja celebrada durante a tarde, de tal modo que na mesma igreja não haja bênção dos ramos pela manhã (S.C.R. 1 de fevereiro de 1957).
6. Procissão. Onde se faz a bênção dos ramos, a procissão é preceptiva; de tal modo que não se pode fazer a bênção sem a subsequente procissão (S.C.R. 1 de fevereiro de 1957). A Cruz processional deve ser levada descoberta.
7. A Paixão no Domingo de Ramos começa com as palavras: In illo tempore: Venit Iesus cum discipulis suis in villam quae dicitur Gethsemani (sem Dominus vobiscum); e termina com as palavras: Et advolvit saxum ad ostium, monumenti, et abiit, sem oscular o livro no final nem dizer Per evangélica dicta.
8. Nas Missas em que não se faz a bênção dos ramos omite-se o Último Evangelho de São João e se lê em seu lugar o Evangelho da bênção dos ramos Cum appropinquasset.
9. Nas Missas binadas ou trinadas rezadas, o celebrante não precisa repetir a leitura da Paixão do Senhor, mas lê em seu lugar um trecho do Evangelho de São Mateus: Dominus vobiscum... Sequentia... Postquam crucifixerum Iesum, a sexta hora... até as palavras: et multa corpora sanctorum, qui dormierant, surrexerunt.

10
Segunda-feira
R0-V0
Féria da Semana Santa, I classe, roxo.
- Ofício: ferial próprio: como no saltério, no Ordinário para o Tempo da Paixão. Matinas com único noturno sem Te Deum; Laudes II, antífona própria para o Benedictus, com oração própria. Prima, capítulo Regi, salmo 53 no lugar do 117. Demais Horas com antífonas próprias.
- Missa: própria, sem Glória, tractus, sem Credo, Prefácio da Santa Cruz. Ite, Missa est.
11
Terça-feira
R0-V0
Féria da Semana Santa, I classe, roxo.
- Ofício: ferial próprio: como no saltério, no Ordinário para o Tempo da Paixão. Matinas com único noturno sem Te Deum; Laudes II, antífona própria para o Benedictus, com oração própria. Prima, capítulo Regi, salmo 53 no lugar do 117. Demais Horas com antífonas próprias.
- Missa: própria, sem Glória, tractus nem Credo, Leitura da Paixão, Prefácio da Santa Cruz. Ite, Missa est.
12
Quarta-feira
R0-V0
Féria da Semana Santa, I classe, roxo.
- Ofício: ferial próprio: como no saltério, no Ordinário para o Tempo da Paixão. Matinas com único noturno sem Te Deum; Laudes II, antífona própria para o Benedictus, com oração própria. Prima, capítulo Regi, salmo 53 no lugar do 117. Demais Horas com antífonas próprias. Preces feriais em Laudes e Vésperas.
- Missa: própria com duas leituras, sem Glória, tractus, Leitura da Paixão, sem Credo, Prefácio da Santa Cruz. Ite, Missa est.

Tríduo Sacro

Nota I – Sobre a Sagrada Comunhão
1. Ela pode ser distribuída aos fiéis em geral:
a) somente na Missa vespertina da Quinta-feira In Cena Domini ou imediatamente após esta Missa; mas não pela manhã, nem à tarde fora da Missa;
b) Na Sexta-feira In Passione et Morte Domini somente durante a solene Ação Litúrgica;
c) No Sábado Santo unicamente durante a Missa noturna ou imediatamente depois desta Missa.
2. Aos enfermos (mesmo não doentes gravemente):
a) É lícito levar na Quinta-feira antes e depois do meio dia;
b) Na Sexta-feira e no Sábado Santo não é permitido levar a Sagrada Comunhão.
3. Aos fiéis em perigo de morte é permitido administrar o Sagrado Viático a qualquer hora do Tríduo Sacro.

Nota II – Sobre o Ofício Divino
1. O Ofício das Trevas em Matinas durante o Tríduo Sacro:
a) no coro ou na recitação pública, não se antecipa de vésperas, mas se diz pela manhã, na hora competente.
b) Na recitação privada é lícito antecipar somente Matinas.
c) Na igrejas, porém, nas quais se celebra a Missa dos Santos Óleos, pode-se antecipar o Ofício de Trevas para as vésperas.
d) O altar: para a Quinta-feira In Cena Domini, prepara-se com a Cruz e seis castiçais com velas acesas, mas sem solenidade; na Sexta-feira In Passione et Morte Domini esteja totalmente desnudo, sem Cruz e sem castiçais; no Sábado Santo esteja desnudo, com Cruz e somente com quatro castiçais com velas acesas os quais permaneceram aí depois da Ação Litúrgica da féria precedente.
e) Diante do altar no lado da Epístola, para cada dia, prepara-se o candelabro triangular com quinze velas acesas, as são apagadas sucessivamente depois de cada um dos salmos.
2. Omite-se a leitura do Martirológio.
3. As Vésperas, no coro, são omitidas na Quinta e Sexta-feira, de tal modo que, quem participa da Missa vespertina da Quinta-feira ou da Ação Litúrgica vespertina da Sexta-feira, está dispensado da recitação das Vésperas. No Sábado Santo as Vésperas são ditas como de costume nas horas depois do meio-dia.
4. As Completas da Quinta e Sexta-feira, são ditas no coro após a função vespertina, em hora competente; no Sábado Santo, porém, em coro ou em público, são omitidas; porém, não na recitação pública (confira n. 5 abaixo).
5. Na recitação privada, nesses três dias, todas as Horas canônicas devem ser rezadas, na hora conveniente, conforme as rubricas (S.C.R. decreto geral de 16 de novembro de 1955, Título II, n. 5).
6. O início das Horas é feito absolutamente:
a) em Completas desde a Confissão;
b) todas as outras Horas desde a antífona ou salmo.
7. Antífonas e salmos:
a) Para Matinas, Laudes e Vésperas com antífonas;
b) demais Horas dizem-se os salmos sem antífonas;
c) depois de todos os salmos omite-se o Gloria Patri.
8. Conclusão das Horas. Antífona Christus etc., depois Pater em voz baixa, em seguida (omitido o salmo Miserere) a oração Respice (no Sábado oração própria Concede), dizem-se imediatamente:
a) em Laudes e Vésperas depois do Cântico (na Quinta e na Sexta-feira somente Ra recitação privada);
b) nas demais Horas, depois dos salmos;
c) em Completas, porém, depois do Cântico se diz a antífona Christus, Pater em silêncio, depois (omitido o salmo Miserere) imediatamente a oração Visita, quaesumus, Domine (conclusão em voz baixa).
d) No Sábado Santo a antífona Christus é omitida.
9. A antífona final de Nossa Senhora é omitida durante o Tríduo Sacro.
10. Velas do altar. Devem ser acesas para as Horas corais, exceto:
a) para as Completas de Quinta e Sexta-feira;
b) para as Horas Menores de Sexta-feira e Sábado Santo.
11. Órgão. Não tolera-se o toque do órgão para o canto das Lamentações e resposórios (S.C.R. 3804, 4111, 4156). Durante todo o Tríduo Sacro o órgão e o harmônio devem se calar, mesmo para os exercícios de piedade (S.C.R. 03 de setembro de 1958).

Nota III – Sobre a Santa Missa
1. Número de Missas. Não se pode celebrar nenhuma outra Missa além da Misaa vespertina conventual ou principal na Quinta-feira In Cena Domini e a Missa restaurada da Vigília do Sábado Santo e da solene Ação Litúrgica vespertina da Sexta-feira In Parasceve. Somente na Quinta-feira o Ordinário do lugar pode permitir, por legítima causa comprovada a cada ano, uma outra Missa Rezada vespertina para o bem das almas, conforme a norma do Título III da Instrução da Sagrada Congregação dos Ritos de 16 de novembro de 1955.
Igualmente só na Quinta-feira na igreja catedral, pela manhã, depois de Tércia, celebra-se solenemente a Missa dos Santos Óleos, na qual não se distribui a sagrada Comunhão.
2. Exéquias. Se ocorrer uma sepultura, deve ser feita:
a) sem Missa;                             
b) igualmente sem solenidade (desde a noite até o Sábado Santo).
3. As Missas Solenes deste Tríduo, com todas as cerimônias descritas no Novo Ordo da Semana Santa Restaurado, e ainda com todos os Ofícios solenes descritos nos livros litúrgicos:
a) é de preceito celebrar em todas as igrejas catedrais ou colegiais canonicais; nem podem ser omitidas a não ser por Indulto Apostólico;
b) Nas igrejas paroquiais, porém, devem ser celebradas por preceito solenemente ou pelo menos em ritu minore, deste modo: 1 – tendo ministros inferiores suficientes (pelo menos três na Quinta-feira; pelo menos quatro na Sexta-feira e no Sábado Santo); 2 – que sejam devidamente instruídos (S.C.R. 15 de março de 1956, n. 2).
c) Nas outras igrejas e oratórios públicos é lícito celebrar as mesmas cerimônias em geral solenemente ou com ritu minore, deste modo: 1 – com número suficiente de ministros inferiores (como na letra b acima); 2 – e que os mesmo estejam devidamente instruídos (S.C.R. 15 de março de 1956, n. 2).

13
Quinta-feira
R0-V0
IN CENA DOMINI, I classe, roxo e branco.
- Ofício: próprio (roxo), conferir nota II acima: sem Te Deum; Laudes II, antífonas próprias, salmos feriais, o resto como no próprio. Horas Menores (roxo) como dito no Próprio.
- Missa Crismal (conferir nota III acima): própria, (depois de Tércia), omite-se o salmo Judica e Gloria Patri, com Glória, única oração, sem Credo, Prefácio próprio. Omite-se a oração Domine Iesu Christe, qui dixisti e não se dá a paz. Ite, Missa est, Placeat e dá-se a bênção final. Omite-se o Último Evangelho.
- Missa Vespertina (Lava-pés): própria, não se diz o salmo Judica, faz-se a Confissão, omite-se o Gloria Patri no Intróito e no Lavabo; com Glória, única oração, sem Credo, Prefácio da Santa Cruz; Communicantes, Hanc igitur, e  Qui pridie próprios; diz-se o Agnus. Omite-se a oração Domine Iesu Christe, qui dixisti e não se dá a paz. Comunhão para o clero e para o povo. Benedicamus Domino, Placeat. Omite-se a bênção final e o Último Evangelho (na Missa Rezadadá-se a bênção e diz o Último Evangelho In principio). Procissão e Reposição do Santíssimo Sacramento; denudação do altar (roxo).
- Vésperas (fora do coro): própria. Completas: próprias. (roxo)

Advertenda

I – sobre a Missa vespertina
 1. Tempo. Tanto a Missa Solene ou principal, como a Missa Rezada que se diz com licença especial do Ordinário local, pode ser celebrada na igreja ou oratório desde a quarta hora pós-meridiana (16hs) até a hora nona da noite (21hs); mas não antes dessa hora, nem depois. Somente nas catedrais a Missa Crismal pode ser celebrada pela manhã (confira III abaixo).
2. O órgão ou o harmônio só é permitido tocar desde o início da Missa Solene vespertina até o fim do hino Glória in excelsis Deo (S.C.R. 3 de setembro de 1958).
3. O hino Gloria in exclesis Deo. Desde a sua entonação:
a) toca o órgão;
b) tocam-se as campainhas e sinos.
Depois disso os sinos e as campainhas silenciam até entoar o mesmo hino na Missa da Vigília Pascal.
Atenção: Na Quinta-feira In Cena Domini, após o último toque, não é lícito tocar os sinos e campainhas nas outras igrejas.
4. A Cruz do altar é coberta deve estar coberta de roxo para o Ofício até Nona. Entretanto, quando se canta a Missa cobre-se com a cor branca.
5. A homilia será muito conveniente à Missa vespertina, após o Evangelho, para a instrução dos fiéis a respeito dos mistérios, a saber, da Eucaristia e da Ordem sacerdotal e para o mandato do Senhor da caridade fraterna.
6. O lava-pés, onde for costume, se faz na Missa vespertina, depois da homilia.
7. Sobre o clero assistente e a Comunhão.
a) Todos os clérigos, mesmo os sacerdotes que hoje não celebram a Santa Missa, participam na Missa da Ceia do Senhor, e aproximam-se da sagrada Comunhão (S.C.R., Tit. III, n. 17);
b) ad hoc sascerdotes AC diaconi non parati albas stolas induunt (Rit. Rom.; S.C.R. 3029, 2499 et decr. Gen. S.C.R. 16-11-1955);
c) sacerdotes qui Missae intersunt possunt inde ab inchoata Missa stolam deferre (S.C.R. 22-2-1956).
8. Último Evangelho. Dito o Benedicamus Domino e o Placeat, o celebrante omite a bênção e o Último Evangelho. Na Missa vespertina Rezada celebrada com a licença do Ordinário, dá-se a bênção e se diz o Último Evangelho.
9. Procissão. Depois da Santa Missa o Santíssimo é levado solenemente em procissão até a capela da Reposição, e ali ser encerrado no tabernáculo (urna). Todos os que passam diante da capela da Reposição adoram o Santíssimo com uma genuflexão dupla (Memoriale Rituum).
Atenção: a) o altar no qual o Santíssimo fica reservado deve ser distinto do altar-mor (Memoriale Rituum); b) onde após a Missa, mesmo se celebrada de forma simples, acontece a transladação e reposição do Santíssimo Sacramento, requer-se estritamente que na mesma igreja ou oratório seja realizada a Ação litúrgica Vespertina, na sexta-feira seguinte (S.C.R. 15-03-56, n. 3; e 01-02-1957, n. 14).
10. Ad mensam, ou seja, para as orações antes e depois das refeições, diz-se: Christus etc.

II – outras funções
1. Vésperas. Hoje e na sexta-feira seguinte omitem-se as Vésperas em coro; no Sábado santo, porém, as Vésperas são ditas depois do meio dia, na hora de costume. Os que recitam privadamente observam o que foi dito acima.
2. Denudação dos altares. Cor roxa.
a) Reposto o Santíssimo Sacramento e transladadas as outras âmbulas, o celebrante e ministros com alva e estola, começa a antífona Diviserunt (enquanto o coro prossegue com o salmo 21 Deus, Deus meus) e denuda os altares; denudados os altares, voltam ao altar-mor e o celebrante repete a antífona Diviserunt;
b) enquanto isso, como é de costume, remove-se da igreja os vasos de água benta (S.C.R. 2682), até o Sábado santo. No entanto, conserva-se a água benta na sacristia para a aspersão dos enfermos, cadáveres etc. (Rit.).
3. Mandatum. Onde quer que se faça, faça-se dentro da Missa Solene vespertina, cantado o Evangelho, depois da homilia.
a) o celebrante depõe a casula e o manípulo;
b) os ministros sagrados, porém, permanecem com os paramentos de cor branca, sem manípulo.
Depois do lava-pés o celebrante retoma a casula e o manípulo (e os ministros o manípulo), antes diz: Pater noster.

III – nas Igrejas catedrais
Na Missa do Crisma Pontifical matutina (depois de Tércia):
a) permite-se tocar somente o órgão e o harmônio (S.C.R. 03-09-1958);
b) deve-se benzer o Óleo dos enfermos e o Óleo dos catecúmenos, e confecciona-se o santo Crisma;
c) porém, os 12 sacerdotes, cantando tanto o Ave santo crisma como o Ave santo Óleo, devem fazer genuflexão (S.C.R. 4269) simples, mas não uma simples reverência de cabeça (Martin. I p. II fol. 425);
d) na bênção do Crisma, no último verso do Prefácio, omite-se: ut spiritualis lavacri baptismatis, até vestimento incorrupti muneris induantur;
e) o Prefácio do Crisma se canta com tom solene;
f) na Santa Missa do Crisma não se distribui a sagrada Comunhão;
 g) terminada a Missa, dizem-se em coro Sexta e Nona.

Atenção: Por determinação da Santa Sé, amanhã deve-se fazer a coleta para os lugares santos (com 10% para a Catholica Unio).

14
Sexta-feira
R0-V0
IN PASSIONE ET MORTE DOMINI, I classe, preto e roxo. Dia de jejum e abstinência
- Ofício: próprio como anotado acima na nota III do Tríduo Sacro.
- Solene Ação Litúrgica vespertina: Própria, Paixão, Orações Solenes (oração pelos judeus como abaixo), Adoração da Cruz e Comunhão.
- Vésperas: (fora do coro) como no próprio. Completas próprias como ontem.

Advertenda

I – Solene Ação Litúrgica
1. Tempo. Celebra-se nas horas vespetinas e próxima das 15hs; entretanto, por uma razão pastoral (para o bem dos fiéis), pode começar desde o meio até no máximo às 21hs (S.C.R. 01-02-1957, n. 15).
2. Altar. Deve estar totalmente desnudado: sem Cruz, sem castiçais, sem toalhas.
3. Toalhas. Somente uma toalha que cobrirá o altar ao final do canto da Paixão.
4. Cruz. Um grande Crucifixo coberto com véu roxo, trazido da sacristia pelo diácono entre dois acólitos com velas acesas. Terminada a adoração da Cruz, a mesma é colocada sobre o altar no meio.
5. Oração pelos judeus é feita com a fórmula novíssima reformada pelo Santo Padre Bento XVI em 2008, como segue:
Oremus et pro Iudaeis Ut Deus et Dominus noster illuminet corda eorum, ut agnoscant Iesum Christum salvatorem omnium hominum.
Oremus.
Flectamus genua. Levate.
Omnipotens sempiterne Deus, qui vis ut omnes homines salvi fiant et ad agnitionem veritatis veniant, concede propitius, ut plenitudine gentium in Ecclesiam Tuam intrante omnis Israel salvus fiat. Per Christum Dominum nostrum. Amen.
6. Adoração da Cruz é feita como manda o Ordo da Semana Santa restaurado, mas se não pode ser realizada sem detrimento da ordem e da devoção por causa do grande número dos fiéis, então o celebrante, depois da adoração feita pelos ministros e pelo clero, eleva a Cruz por uns instantes para o povo fazer uma adoração silenciosa (S.C.R. 01-02-1957, n. 17).
7. Velas acesas (somente duas) são colocadas sobre o altar com a Cruz, terminada a adoração.
8. Ministros sagrados não vestes casulas dobradas, mas ministram com alvas (porém, o diácono com estola preta) até às Orações Solenes; então vestem dalmática (diácono) e túnica (subdiácono) pretas; as quais são depostas para a adoração da Cruz; terminada esta, retomam esses paramentos para a sagrada Comunhão.
9. Reverências. No coro: a) os ósculos são omitidos; b) as saudações ao coro são omitidas desde o início da adoração da Cruz até a Vigília Pascal exclusive; c) todos fazem genuflexão dupla para a Cruz do altar-mor.
10. Pater noster. Como preparação para a sagrada Comunhão, todos os presentes, clérigos e fiéis, recitam juntamente com o celebrante, solenemente, de modo grave e distinto, o Pai nosso em latim, acrescentando todos igualmente o Amen.

II – A Via Sacra
1. Para fazer esse exercício de piedade o sacerdote usa estola preta (S.C.R. 4197), mesmo depois de ter dado a bênção com a Relíquia da Santa Cruz.
2. Relíquia da Santa Cruz é incensada pelo sacerdote de pé (S.C.R. 2324).

Atenção: Concede-se Indulgência plenária aos fiéis que hoje participam piedosamente da adoração da Santa Cruz e osculam devotamente o Santo Lenho (Enchiridion Indulg. n. 17).
  
15
Sábado
R0-V0
SABBATO SANCTO, I classe, roxo e branco.
- Ofício (roxo): próprio como ontem, com a oração Concede. Vésperas (depois do meio dia) como ontem (com algumas particularidades). Omitida a antífona Christus, Pater e o salmo Miserere, diz-se imediatamente a oração Concede. Completas (fora do coro) próprias.
- Missa (branco): própria, sem o salmo Judica, nem confissão, nem introito, nem Credo, nem Ofertório, nem Agnus Dei, nem a 1ª oração Domine... qui dixisti; diz-se o Glória, única oração, Prefácio da Páscoa (In hac potissimum nocte), Communicantes e Hanc igitur próprios; depois da ablução: Laudes (branco) como no Missal; Ite, Missa est; Aleluia, Aleleuia.

Advertenda

1. O Ofício de Sábado Santo, como anotado acima, diz-se como no Breviário Romano, além do que segue:
a) Em Laudes e demais Horas Menores, depois da antífona Christus, diz-se o Pater imediatamente, omitido o salmo 50, reza a oração Concede.
b) Vésperas como na quinta-feira precedente, o resto como segue: Ant. 1. Hodie afflictus sum valde, sed cras solvam vincula mea. Ant. para o Magníficat Principes sacerdotum etc. com a oração Concede (omitindo Christus e o que segue).
c) Completas (fora do coro) como ontem, depois do Nunc dimittis diz imediatamente o Pater e a oração Visita (omitindo o Christus e o que segue).
2. Ad mensam (hoje) bênção e ação de graças a oração Principes sacerdotum.
3. Matinas da Ressurreição são omitidas no coro; para Laudes em coro, porém, depois da Comunhão na Missa noturna da Vigília, canta-se a antífona Aleluia, salmo 150, antífona Et valde mane, Benedictus, oração própria, Ite, Missa est, Aleluia, Aleluia. O Ofício coral do Domingo da Ressurreição continua com Prima.
4.  A celebração exclusiva da Missa da Vigília pascal sem todos os ritos da mesma Vigília está proibida.
5. A Missa Solene da Vigília Pascal:
a) Tempo. A hora competente é aquela que permita começar a Vigília próximo da meia noite (S.C.R. 16-11-1955 n. 9 e 01-02-1957 n. 19). Por uma razão pastoral grave, a juízo do Ordinário local e com sua licença, pode-se começar a Vigília mais cedo, porém, não antes do sol se pôr (ibidem).
b) Sagrados paramentos. I – Para a bênção do fogo (roxo) o celebrante veste pluvial, os ministros vestem dalmática (diácono) e túnica (subdiáono) roxas, sem manípulo; II – depois da bênção do círio pascal, o diácono usa dalmática branca; III – para as profecias o celebrante permanece vestido com pluvial roxo; IV – para a 1ª parte da Ladainha e para a bênção da água batismal o celebrante permanece vestido com pluvial roxo; VI – para a renovação das promessas batismais o celebrante reveste o pluvial branco; VII – para as profecias,  Ladainha, bênção da água batismal e renovação das promessas batismais os ministros sagrados permanecem com dalmática e túnica roxas, sem manípulo.
c) Sagrada Comunhão. Hoje a sagrada Comunhão não pode ser administrada aos fiéis a não ser: I – ou durante a Missa Solene noturna pelo próprio celebrante; II – ou imediatamente antes ou depois da mesma Missa; III – ou como Viático, a qualquer hora.
Entretanto, os fiéis que comungarem na Missa da Vigília (ou antes ou depois), podem comungar também durante o dia (da Páscoa).
6. O rito que deve ser observado na sagrada Comunhão no Tempo Pascal:
a) Acrescenta-se Alleluia tanto na antífona como no versículo (S.C.R. 3576): exceto antes e depois da Missa de Requiem (S.C.R. 3465);
b) diz-se a oração Spiritum nobis, que é a postcommunio da Missa Pascal, com a conclusão breve.
7. Na administração da sagrada Comunhão aos enfermos acrescenta-se também o Alleluia, mas diz-se sempre a oração Deus, qui nobis sub Sacramento (com a conclusão breve).
8. Os sacerdotes que celebrarem a Missa da Vigília Pascal depois da meia noite, no dia da Páscoa podem celebrar outra Missa e, se tem faculdade, mesmo duas ou três.


16
DOMINGO
R0-V0
DOMINGO DA RESSURREIÇÃO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, I classe, branco.
- Ofício: festivo próprio (sem hino nem capítulo): Para Matinas (na recitação privada) único noturno; Laudes (recitação privada), para o Benedictus dois Alleluia. Prima, salmos festivos e leitura breve Si consurrexistis. Demais Horas festivas como no próprio. Vésperas festivas como no próprio, Benedicamus Domino acrescenta-se Alleluia alleluia (durante toda a oitava). Completas próprias, no fim a antífona Regina Caeli (até às Completas da sexta-feira de Pentecostes).
- Missa: própria, com Glória, Sequência, Credo, Prefácio da Páscoa (In hac potissimum die durante toda a oitava); Communicantes e Hanc igitur próprios (duante toda a oitava); Ite, Missa est, Alleuia, alleluia.

Advertenda
1. Martirológio. Diz-se:
a) estando de pé no coro, antes que se leiam as Kalendae: “Hac die quam fecit Dominus...”;
b) depois, com o coro sentado, leem-se as Kalendae, o tempo da lua e o Martirológio do dia seguinte.
2. Aspersão. Hoje, e durante todo o Tempo Pascal, para a aspersão (para a qual hoje se usa nas igrejas catedrais e paroquiais a água que foi retirada da fonte batismal antes da infusão dos santos óleos) diz-se a antífona Vidi aquam.
3. “Haec dies”. Durante toda essa semana essa antífona:
a) é entoada pelo celebrante em Vésperas e Laudes solenes (S.C.R. 2956), e pelos cantores, com o coro de pé;
b) nas Horas Menores, é cantada integralmente pelos cantores, estando o coro sentado.
4. O círio pascal permanece em seu candelabro e deve ser aceso nas Missas e nos Ofícios solenes; porém, pode ser aceso nas Missas que são celebradas com alguma solenidade até o Evangelho do dia da Ascensão do Senhor inclusive.

17
Segunda-feira
R1-V1
II Dia Da Oitava Da Páscoa, I classe, branco.
- Ofício: festivo próprio (sem hino nem capítulo): Para Matinas (na recitação privada) único noturno; Laudes (recitação privada), para o Benedictus dois Alleluia. Prima, salmos festivos e leitura breve Si consurrexistis. Demais Horas festivas como no próprio. Vésperas festivas como no próprio, Benedicamus Domino acrescenta-se Alleluia alleluia (durante toda a oitava). Completas próprias, no fim a antífona Regina Caeli (até às Completas da sexta-feira de Pentecostes).
- Missa: própria, com Glória, Sequência, Credo, Prefácio da Páscoa (In hac potissimum die durante toda a oitava); Communicantes e Hanc igitur próprios (duante toda a oitava); Ite, Missa est, Alleuia, alleluia.
18
Terça-feira
R1-V1
III dia da Oitava da Páscoa, I classe, branco.
- Ofício (com as devidas variações) e Missa como na segunda-feira.
19
Quarta-feira
R1-V1
IV dia da Oitava da Páscoa, I classe, branco.
- Ofício (com as devidas variações) e Missa como na segunda-feira.
20
Quinta-feira
R1-V1
V dia da Oitava da Páscoa, I classe, branco.
- Ofício (com as devidas variações) e Missa como na segunda-feira.
21
Sexta-feira
R1-V1
VI dia da Oitava da Páscoa, I classe, branco.
- Ofício (com as devidas variações) e Missa como na segunda-feira.
22
Sábado
R1-V1
VII dia da Oitava da Páscoa, In Albis, I classe, branco.
- Ofício (com as devidas variações) e Missa como na segunda-feira.
- I Vésperas do Domingo In Albis, I classe, branco, salmos do sábado com antífona com único Alleluia, desde o capítulo como no Próprio. Benedicamus Domino sem Aleluia.

23
DOMINGO
R0-V0
DOMINGO IN ALBIS NA OITAVA DA PÁSCOA, I classe, branco. Festa da Divina Misericórdia.
- Ofício: dominical como no saltério para o Tempo Pascal e no Próprio; Matinas com único noturno, Te Deum.
- Missa: própria, com Glória, Credo, Prefácio Pascal (In hoc potissimum), Ite, Missa est (sem Aleluia).

Tempo Pascal

I - Ofício
1. O Ofício em geral: daqui em diante, durante todo o Tempo Pascal (exceto nas festas da Ascensão e de Pentecostes com sua oitava):
a) Em qualquer noturno (ou no único noturno), os salmos são ditos sob única antífona, a qual no Ofício ordinário e ferial (e festas de III classe) será Alleluia; porém, no Oficio festivo a primeira antífona de qualquer noturno será ou do Próprio ou do Comum;
b) no Ofício ordinário: I – todos os salmos são ditos sob uma única antífona Alleluia; II – para as Matinas lê-se o V. como para o Tempo Pascal.
2. O Ofício dos Apóstolos ou Mártires possuem um formulário especial no Tempo Pascal.
3. Nos Ofícios dos outros Santos no Tempo Pascal acrescenta-se um Alleluia (se ainda não o há): 1º para o invitatório; 2º para a antífona; 3º para os versículos (mas não para Pretiosa); 4º para os responsórios breves das Horas Menores e dizem-se duplo Alleluia em Completas.
4. Para Prima: o versículo no responsório breve Qui surrexisti a nortuis até a Vigília da Ascensão inclusive, mesmo na festa dos Santos, a não ser que se diga outra coisa.
5. Leitura breve no Tempo Pascal para Prima: Si consurrexistis cum Christo (até a Vigília da Ascensão inclusive).

II - Missa
1. Acrescenta-se único Alleluia (se não há): 1º no Ofertório; 2º na Communio.
2.  Duplo Alleluia é acrescentado ao introito (caso ainda não o tenha).
3. Omite-se o Gradual e em seu lugar diz-se o Alleluia, alleluia com os versículos, marcados para o Tempo Pascal.
4. Prefácio Pascal em todas as Missas que não possuírem um próprio.

24
Segunda-feira
R3-V3
São Fidélis de Sigmaringa, Mártir, III classe, vermelho.
- Ofício: conferir rubricas acima. Escritura da primeira semana depois da Oitava da Páscoa.
- Missa: Protexisti, com Glória, oração própria, Prefácio Pascal (conferir rubricas acima).
25
Terça-feira
R2-V2
São Marcos, Evangelista, II classe, vermelho. Ladainhas Maiores.
- Ofício: festivo em Matinas (3 noturnos), Laudes e Vésperas, como anotado no Próprio. Horas Menores, Ofício ordinário. – Ladainha dos Santos (e procissão) como anotado abaixo. Completas de Domingo.
- Missa: própria, com Glória, comemoração das Rogações, Credo, Prefácio dos Apóstolos.
- In choro: Hoje (conforme a Instrução da S.C.R. de 3 de setembro de 1958, n. 37):
a) na igreja onde se faz a procissão, ou por mandato do Ordinário local se celebram as súplicas especiais, celebra-se uma única Missa conventual das Rogações (roxo) de II classe, comemoração de São Marcos, Prefácio Pascal.
b) caso contrário, a Missa conventual será de São Marcos (vermelho, II classe), com Glória, comemoração das Rogações, Credo e Prefácio dos Apóstolos.

I – As Ladainhas em geral
1. As Ladainhas Maiores estão marcadas para o dia 25 de abril; se, no entanto, ocorre nesse dia o Domingo da Páscoa ou a segunda-feira depois da Páscoa, são transferidas para a terça-feira seguinte.
2. No Ofício nada se faz das Ladainhas Maiores, mas somente na Missa. Entretanto, sua comemoração não deve ser considerada como comemoração “do Tempo”.
II – A Procissão
1. Obrigação: Segundo as condições e costumes das igrejas e dos lugares, do qual é juiz o Ordinário do lugar, neste dia se realiza a procissão: a) na igreja catedral; b) nas igrejas colegiadas caninicais; c) nas igrejas paroquiais (de Herdt, III, 74), na qual se dizem as Ladainhas dos Santos (as quais, contudo, não são duplicadas) com suas preces.
Porém, se a procissão não pode ser realizada, os Ordinários dos lugares instituam súplicas especiais, nas quais se digam as Ladainhas dos Santos e as outras preces que se costumam rezar na procissão, ou pela manhã ou também à tarde, em língua latina ou vulgar (S.C.R. 26/07/1960, n. 82 e 85), conforme os costumes dos lugares.
2. Rito: cor roxa.
a) Todos permanecem de pé para cantar a antífona Exsurge;
b) ajoelham-se para iniciar a Ladainha (não se duplicam as invocações).
c) quando terminar a invocação Sancta Maria, ora pro nobis todos se levantam e saem em procissão.
Se a procissão for mais longa, terminada a Ladainha até as preces exclusive, ou repete-se a mesma Ladainha, ou se cantam os salmos penitenciais ou graduais; porém, nunca se cantam hinos ou cânticos alegres (S.C.R. 3043).
3. As preces finais: De volta à igreja (na qual termina a procissão): a) de joelhos concluem-se a Ladainha e preces; b) somente o celebrante se levanta ao versículo Dominus vobiscum e orações. Depois celebra-se a Missa.  
III – A recitação privada das Ladainhas
1. Obrigação: Todos os que estão obligados à recitação do Ofício divino, mas que não assistem à procissão ou às outras súplicas especiais, das quais se tratou acima, tem a obrigação de recitar, neste dia, as Ladainhas dos Santos, com suas preces, na língua latina (S.C.R. 26/07/1960).
2. Tempo: Se, conforme os costumes dos lugares, as Ladainhas dos Santos com suas preces são recitadas na procissão ou nas outras súplicas especiais, em língua vulgar, juntamente com os fiéis, aqueles que estão obrigados à recitação do Ofício divino e que assistem a estas súplicas, não tem obrigação de repetir estas preces em língua latina.
A recitação é feita assim: a) não pode ser antecipada (S.C.R. 2503); b) faz-se imediatamente depois de Laudes, omitindo o versículo Fidelium.
IV – A Missa estacional
1. Obrigação: A Missa das Rogações deve ser dita regularmente onde quer que se faça a procissão e assim que essa tenha sido concluída (S.C.R. 2740), segundo as normas estabelecidas abaixo.
2. Rito:
a) A Missa das Rogaçõe se diz como votiva de II classe.
b) A Missa das Rogações ou a Missa do dia que ocupa o lugar da Missa votiva impedida, se considera como parte de toda a ação litúrgica; e se diz regularmente, acabada a procissão ou acabadas as preces especiais.
c) Deste modo, convém que a Missa das Rogações seja dita também depois das súplicas especiais (S.C.R. 26/07/1960), as quais são usadas nas procissões, mesmo que sejam realizadas nas horas vespertinas.
d) Na Missa das Rogações: I – os ministros usam paramentos roxos; II – toca-se o órgão; III – não se acende o círio pascal, a não ser que a Missa seja Cantada; IV – Prefácio Pascal, tom solene; V – o coro permanece de pé para as orações; VI – os tocheiros se retiram imediatamente depois da consagração.

26
Quarta-feira
R3-V3
São Cleto e São Marcelino, Sumos Pontífices e Mártires, III classe, vermelho.
- Ofício: ordinário; Matinas com único noturno. Conferir rubricas acima. Escritura da primeira semana depois da Oitava da Páscoa.
- Missa: Si diligis me, com Glória, Prefácio Pascal (conferir rubricas acima).  
27
Quinta-feira
R3-V3
São Pedro Canísio, Confessor e Doutor da Igreja, III classe, branco.
- Ofício: ordinário; Matinas com único noturno. Conferir rubricas acima. Escritura da primeira semana depois da Oitava da Páscoa.
- Missa: In Medio, com Glória, oração própria, Prefácio Pascal (conferir rubricas acima).  
28
Sexta-feira
R3-V3
São Paulo da Cruz, Confessor, III classe, branco.
- Ofício: ordinário; Matinas com único noturno. Conferir rubricas acima. Escritura da primeira semana depois da Oitava da Páscoa.
- Missa: própria, com Glória, Prefácio Pascal (conferir rubricas acima).  
29
Sábado
R3-V3
São Pedro, Mártir, III classe, vermelho.
- Ofício: ordinário; Matinas com único noturno. Conferir rubricas acima. Escritura da primeira semana depois da Oitava da Páscoa.
- Missa: Protexisti, com Glória, orações próprias, Prefácio Pascal (conferir rubricas acima).  
- I Vésperas do II Domingo depois da Páscoa, II classe, branco. Completas de sábado.

30
DOMINGO
R1-V2
II DOMINGO DEPOIS DA PÁSCOA, II classe, branco. Domingo do Bom Pastor
- Ofício: dominical como para o Tempo Pascal e no Próprio; Matinas com único noturno. Te Deum. Conferir rubricas acima.
- Missa: própria, com Glória e Credo, Prefácio Pascal (conferir rubricas acima).
- I Vésperas da Festa de São José Operário, I classe, comemoração das II Vésperas do II Domingo depois da Páscoa. Completas de Domingo.