quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Definição da Liturgia


A definição que, segundo nosso parecer, é a mais exata. Com a encarnação, Cristo inaugurou no mundo, por meio de seu sacerdócio, o culto perfecto ao Padre, culminado no sacrifício do Calvário. Cristo dispôs que sua vida sacerdotal fosse continuada através dos séculos em seu Corpo místico, a Igreja, a qual, com efeito, a exerce initerrumpitamente mediante a liturgia.
Segue-se daqui que a definição exata da liturgia no pode, em sua essência, ser outra que esta: o exercício do sacerdócio de Cristo por meio da Igreja; ou melhor, em termos distintos, mas equivalentes, o culto integral do Corpo místico de Jesus Cristo, Cabeça e membros, a Deus.[1]
Nesta definição devemos distinguir três elementos:
1º - Um elemento invisível, espiritual, que constitue como que a alma dela, fixado pelo próprio Jesus Cristo, primeiro e verdadero autor da liturgia. Este elemento é a graça, isto é, a própria vida divina, merecida e comunicada aos seres humanos por meio de seu sacrifício. Assim, pois, se pode dizer que a liturgia atualiza a cada instante e em todos os lugares do globo o sacrifício, porque seu centro é a Missa, ato misterioso que, acima do tempo e do espaço, renova para nós a oferenda suprema feita por Ele no Calvário. E da Missa, como por uma mística irradiação, os sacramentos recebem sua virtude própria, condutora da graça aos corações dos fiéis. Eis aqui porque os sacramentos, especialmente na antiguidade, se apresentavam estreitamente unidos à Missa. O batismo, o sacramento da ordem, a comunhão, a bênção nupcial, manifestam esta última relação com a liturgia.
2º - Um elemento integrante ou acessório, material, sensível, seja unido aos outros do culto, de instituição divina, seja fora dos mesmos, mas determinado pela Igreja, a cuja autoridade somente pertenece regulá-lo, fixá-lo, cuidar de seu desenvolvimento. Tal elemento se acha constituído essencialmente pelo conjunto dos objetos, cerimônias, fórmulas, gestos, etc., que sirvem para formar os vários ritos litúrgicos.
De maneira que a liturgia da Igreja não é outra coisa que o conjunto da Missa, dos sacramentos, da oração pública canônica, dos sacramentais e de todos aqueles outros atos do culto que se referem a estes principais ou dependem deles: bênçãos, exorcismos, consagrações, vários práticas e ritos, com os quais a Igreja não só celebra os mistérios de Cristo e soleniza suas festas, mas que aplica e estende sua virtude santificante, da qual é depositária e dispensadora, em nome de Cristo, à pessoas, tempos, lugares, objetos, elementos; em suma, a tudo aquilo que pertence à vida humana, santificando-a em tudo, consagrando-a e elevando-a para o Céu. Porém, estes atos, desde o menor até ao maior, não são simples formalidades ou cerimônias exteriores. Possuem um sentido e um valor, encerram uma alma e uma força. São coisas vivas, e na liturgia estão com toda sua realidade de força e de vida interna, unida ou oculta dentro do grupo dos elementos externos: orações, fórmulas, leituras, cantos, cerimônias, com que a Igreja os realiza.
Nenhum destes dois elementos deve ser esquecido ou separado. Não só porque de fato existam e se encontrem unidos no exercício atual da Igreja, mas porque cada um tem seu valor, seu fim, sua função na ordem ao efeito supremo do culto, que é honrar a Deus e santificar as almas, e esta função não pode realizar-se devidamente nem pode conseguir-se o fim plenamente a não ser em união íntima e ação recíproca.
3º - O termo último do culto, que é Deus nas três divinas Pessoas. Como o mistério da Santíssima Trindade é o dogma fundamental da lei nova, por isso, ele constitue o fundamento do culto litúrgico.
Pode-se observar a este propósito como a Igreja em suas formas litúrgicas:
1º - Professa a unidade da natureza divina, porque dirige globalmente suas adorações ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Os salmos, hinos, bênçãos, coletas, os sinais da cruz, toda espécie de orações, vão constantemente endereçados à glória do Pai, do Filho e do Espírito Santo. A doxologia trinitária é a primeira e a última palabra de todo ato litúrgico. Segundo este esquema trinitário estão compostas as grandes fórmulas eucarísticas, os hinos antigos, as profissões de fé conciliares, o Te Deum, o Gloria, o Credo, os prefácios, as fórmulas sacramentais, etc., y nele se inspira a repetição do Kyrie, Sanctus e Agnus Dei.
2º - Não confunde as pessoas quando se dirige à Santíssima Trindade. A Igreja em suas fórmulas sacerdotais, como regra geral, se limita a nomear ao Pai, porque Cristo na liturgia, como logo diremos, é, antes de tudo, liturgo. É seu ofício humano de mediador o que se quer por de relevo. Por outro lado, como Deus, Ele é também o termo do culto, junto com o Pai e com o Espírito Santo. Portanto, se numa mesma fórmula litúrgica se indicasse a Cristo não só como sujeito, mas também como objeto de culto, haveria perigo (o da época da heresia nestoriana) de considerar duas pessoas em Cristo, e por isso a Igreja, enquanto se dirige em seu culto às três Pessoas, se limita a nomear ao Pai. Por outro lado, o que justifica as homenagens a esta ou aquela Pessoa divina, os títulos que estabelece o culto, se referem sempre à natureza divina. Por este motivo, apesar da distinção real das três Pessoas divinas, a mesma e única oração que se dirige a uma delas, ao Pai, por exemplo, se refere também às outras duas, porque é idêntico o título, a unidade da natureza divina: tribus honor unus.
A Igreja romana não quer jamais estabelecer uma festa separada em honra de uma Pessoa divina. Se se celebram com particular solenidade as do Filho e do Espírito Santo, isto se faz em consideração a sua missão exterior.
Celebra-se o mistério da encarnação do Verbo, mas não existe uma solenidade unicamente em honra da natureza divina do Verbo, e as festas de Pentecostes foram instituídas, desde sua origem, não para honrar exclusivamente ao Espírito Santo em si mesmo, mas para recordar sua vinda, ou seja, sua missão externa.
Por último, também a Santíssima Virgem, os Anjos e os Santos são termo próximo do culto; mas a liturgia, celebrando-os e invocando-os, dirige constantemente todas os louvores e toda a virtude à glória suprema da Santíssima Trindade. Nulli martyrum constituimus altaria, e quod offertur, Deo offertur qui martyres coronavit. Este direcionamento do culto dos Santos ao supremo culto de Deus encontra uma magnífica expressão na visão do Apocalipse, quando São João vê aos Anjos e aos Santos postrados diante do trono de Deus e ao redor do altar do Cordeiro, cantando incessantemente: Santo, Santo, Santo...

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REFERÊNCIA
História da Liturgia, tomo I, n. 2, [I].
Autor: Mario Righetti
Tradução: Blasius Ludovicus



[1] Grifo nosso [N.T.].

domingo, 28 de agosto de 2016

2. Noção de Liturgia.




Liturgia, segundo o sentido etimológico ληιτον έργον (publicum opus, munus, ministerium), no uso corrente dos clássicos gregos traz o conceito de uma obra pública levada a cabo em benefício do interesse de todos os cidadãos.
Nas cidades gregas, e especialmente em Atenas, os que possuíam um censo superior a três talentos estavam encarregados por turno, tanto na paz quanto na guerra, de um conjunto de diversas prestações [contribuições] (λειτουργίαι), os quais, enquanto se achavam investidos de honras e de cargos, redundavam em benefício de todos os cidadãos. Assim eram, por exemplo, a organização de uma festa pública (χορηγία), a representação oficial da cidade nos grandes jogos nacionais (γυμνασιαρχία), as consultas oficiais no orαculo·de Belfos[1], etc.
Em seguida, o termo λειτουργία, do conceito de um serviço levado a cabo para a coletividade e em favor dela, passou a designar o conjunto de serviços que constituíam o culto dos deuses. Porém, nesta última significação a obra do interesse comum não fica a cargo do indivíduo privado, mas de todos os cidadãos. Aristóteles escrevia a este respecto: “Os gastos destinados ao culto dos deuses são comuns a todas as cidades. É necessário, pois, que uma parte dos fundos públicos sirva para pagar os gastos do culto dos deuses” (εις τας προς τους θεούς λειτουργίας).
Neste sentido essencialmente religioso introduziram os LXX na versão da Bíblia os termos λειτουργείν e λειτουργία, para indicar o ministério sagrado que os sacerdotes e os levitas deviam desempenhar no tabernáculo em nome e em favor do povo: Et ipsi ministrabunt (λειτουργέαουαιν) ίη eo. No Novo Testamento, o termo λειτουργία no só continua sendo usado para indicar o serviço dos sacerdotes no templo, mas designa também os atos do eterno sacerdócio de Cristo, muito mais excelente que o sacerdócio levítico, assim como o serviço eucarístico da Nova Lei. Os Atos dos Apóstolos, aludindo indubitávemente ao Sacrifício da Missa que os Apóstolos ofereciam, diz: Ministrantibus (λειτουργούντων) autem illis Domino.[2] Expressões análogas se encontram na Didaché e em São Clemente. O termo liturgia vem a ser assim sinônimo de sacrifício, a ação sagrada por excelência do culto cristão. No século IV, os concílios de Ancira (314, c. 2), de Antioquia (341, c. 4), de Laodicéia (c. 475), os Padres gregos e as Constituciones Apostólicas a empregam normalmente com este significado. Além do mais, a Missa na Igreja Antigua não era somente a principal das ações sagradas, mas também o centro para o qual convergiam todas elas e com as quais iam mais ou menos unidas.
No Ocidente, ao cessar a língua grega, também o termo liturgia decaiu do uso comum. Santo Agostinho apenas o recordou em seu significado sagrado. Falando do ministerium no servitium religionis, acrescenta: Quod graece liturgia oel latría dicitur. Os escritores eclesiásticos medievais diziam em seu lugar officia divina, ministerium divinum ou ecclesiasticum. Foram os humanistas primero, e depois os eruditos de 600, os que trousseram à luz o antigo vocábulo para designar o conjunto das formas históricas de um determinado rito.
Suposto isto, é necessário precisar a noção de liturgia e defini-la exatamente. A este respeito, até há pouco tempo não existia entre los escritores toda a uniformidade desejada.
Alguém chamou de liturgia o elemento exterior sensível do culto, isto é, o conjunto dos ritos e das prescrições que formam o cerimonial do culto cristão. Esta é uma noção unilateral incompleta da liturgia, que desconhece o elemento íntimo e vital da mesma. Já que os ritos e as formalidades litúrgicas não são mais que um brilhante vestido sob o qual se esconde a força e a vida mesma da Igreja, comunicada a ela por Cristo como fruto e continuação de sua virtude redentora e sacerdotal. “Tomar os ritos sem a força, sem a vida que entranham, é tomar um corpo sem a alma; como querer fazer aquela força e aquela vida sem os ritos exteriores é querer tomar uma alma fora do corpo que anima, por meio do qual obra e através do qual exercita sua virtude. Em abstrato se poderá distinguir um elemento do outro; mas na realidade não se pode separar sem desnaturalizar e destruir a liturgia. Nem o corpo sem alma, nem a alma sem o corpo.”
Esta concepção da liturgia, que não vê senão a estructura exterior, chega a degenerar em um ritualismo vazio, fim em si mesmo que evoca e se assemelha ao formulismo mágico das religiões pagãs.
A religião romana, com efeito, se identificava com o rito. Esta coincidência havia transformado o rito de meio em fim, esvaziando-o de seu conteúdo expressivo ou simbólico, e o havia reduzido a uma mera ação externa, a magia e superstição. O rito, portanto, era tudo. Aos romanos importava essencialmente só isto, que a cerimônia fosse realizada rite[3], segundo as normas de rigor: bastava que o músico interrompesse o canto por um só momento para que todo o sacrifício fosse nulo; um brevíssimo erro na recitação das fórmulas sagradas invalidava a cerimônia inteira. Nesta essência ritualística se apoia a reforma religiosa de Augusto, a qual põe em vigor todo o conjunto dos ritos antigos que haviam caído em completo desuso. Ele renovou a religião romana simplesmente colocando em vigor a liturgia; na base de sua reforma não foi necessário nenhuma mudança dogmática, teológica ou moral, mas unicamente um conjunto de ritos.
Depois disto é fácil compreender a enorme diferença existente entre a religião cristã e a pagã, ainda que só pelo ponto de vista litúrgico. A Igreja, no Decretum de observandis et evitandis in celebratione missarum, que encabeça o missal, quer que todo o cuidado do sacerdote seja posto em que a Missa seja dita com a máxima possível coráis munditia et puritate atque extenoris devotionis ac pietatis specie[4]. Eis aqui o essencial. Ao romano bastava, com perfeita lógica, a externa devotio, quer dizer, a precisão do rito. Porque enquanto a liturgia cristã conservar o próprio significado e o próprio carácter, deve estar separada do ritualismo, que é seu pior inimigo.
Outros liturgistas, com o fim de fazer exaltar com mais precisão ou constitutivo da liturgia como ciência em si, definiram-na como coordenação eclesiástica do culto público: ou como o culto público enquanto está regulada pela autoridade da Igreja, ou também a organização das relações oficiais entre Deus e o homem.
Esta noção da liturgia, dizem seus autores, se faz necessária pelo fato de que se se incluem também nela os elementos divinos do culto, como, por exemplo, a Missa e os sacramentos, a ciência litúrgica viria a ter um âmbito tão amplo que se pode dizer que compreenderia todo o scibile theologicum; isto é impossível.
Porém, este outro inconveniente no existe. A liturgia compreende, sem dúvida, também os elementos divinos do culto; portanto, también a Missa e os sacramentos; mas os estuda somente em função de sua própria competência, isto é, sob o aspecto do culto, enquanto são meios para procurar a Deus a honra a Ele devida. E depois, querer distinguir no culto as instituições de direito divino daquelas que são de direito eclesiástico, é, historicamente falando, muito difícil. Si tiramos a substantia sacramentorum, que, como definiu o Tridentino, é de divina instituição, o que a Igreja não há feito no campo sacramental?

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REFERÊNCIA
História da Liturgia, tomo I, n. 2.
Autor: Mario Righetti
Tradução: Blasius Ludovicus



[1] Sic. [N.T.].
[2] Cf. At 13,2 [N.T.].
[3] Ritualmente, ou seja, conforme o rito estabelecido [N.T.].
[4] Sic. Acreditamos que numa citação correta, a tradução seria: espécie de piedade e devoção exterior, e pureza e inocência de coração [N.T.].

sábado, 27 de agosto de 2016

1. O Culto em Geral




D
a total e absoluta dependência em que se encontra o ser humano a respeito de Deus, seu supremo princípio e fim último, nasce um complexo de deveres que o une estreitamente a Ele e constituem o objeto material da virtude da religião.
A pessoa, com efeito, criatura de Deus e elevado ao estado sobrenatural, deve ao Criador a homenagem da adoração, isto é, o reconhecimento humilde e sincero da própria dependência dele; enriquecido gratuitamente com dons maravilhosos, lhe deve o tributo do reconhecimento; pecador pela fragilidade de sua natureza e malícia da vontade, tem a obligação de satisfazer à Majestade divina ultrajada; débil e impotente, deve implorar com súplicas os auxílios naturais e sobrenaturais que lhe são indispensáveis para conseguir o próprio fim. Os atos com que o ser humano cumpre este quádruplo dever de adoração-agradecimento-satisfação-petição, constituem o culto religioso privado. O qual, único em si mesmo, pode considerar-se sob um duplo aspecto: interior, que emana radicalmente das faculdades espirituais características do ser humano, a inteligência e a vontade; exterior, quando os sentimentos internos da alma se manifestam visivelmente mediante os atos materiais do corpo.
Não é nosso propósito demonstrar a necessidade e a conveniência do culto externo. O ser humano é uma natureza mista, porque à alma espiritual vai unida um corpo, criado por Deus, que participa dos benefícios divinos e que, por desgraça, se põe frequentemente ao serviço da vontade para cometer o pecado.
 Todo isto leva consigo, também para o corpo, o dever de associar-se à alma nos atos da religião, não esquecendo que se por lei natural todo movimento da alma repercute no corpo, o sentimento religioso, que é certamente dos mais fortes e profundos, tem necessidade de manifestar-se ao exterior. A história religiosa de todos os povos nos oferece uma demonstração digna de fé.
Entretanto, a pessoa não foi feita para viver sozinha. Deus a criou para viver em sociedade; é um ser social. Por conseguinte, a sociedade humana, pelas mesmas razões (com as devidas proporções) que valem para o indivíduo, tem por sua vez a obligação de dar a Deus, seu autor, um culto público e social.
Este culto, cuja organização Deus podia deixar à livre vontade dos chefes da sociedade, quis organizá-lo Ele mesmo no mundo por divina revelação: primeiro, mediante o culto mosaico, e mais tarde, mediante o culto cristão que, estabelecido por Cristo e seus apóstolos em suas linhas essenciais, se desenvolveu admiravelmente no decurso dos séculos por obra assídua e clara da Igreja Católica.
O termo culto, portanto, que em sentido genérico significa toda expressão de sentimento religioso, designa, em sentido objetivo, aquele conjunto fixo e ordenado de normas pelo qual se acha organizada a religião exterior correspondente a uma determinada sociedade. Temos assim um culto pagão, um culto hebraico, um culto cristão. Neste segundo caso, culto vem a ser, como veremos, sinônimo de liturgia, e a este termo nos ateremos preferentemente segundo o uso mais comum dos escritores modernos.
Muito agudamente observa Santo Agostinho: Orantes de membris sui corporis faciunt quod supplicantibus congruit, cum genua figunt, cum extendunt manus, vel etiam prosternuntur solo, et si quid aliud visioiiiter faciunt, quamvis eorum invisibilis voluntas et cordis intentio Deo nota sit, nec Ule indigeat his indiciis, ut humanus ei pandatur animus; sed hiñe magis seipsum excitat homo ad orandum gemendumque humilius ac ferventius. Et nescio quomodo, cum hi motus corporis fien nisi motu animi praecednte non possint, eisdem rursus exterius visibviter foctis Ule interior invisibilis, qui eos fecit, augetur; ac per hoc cordis affectus, qui ut fierent ista praecessit, quia facta sunt crescit (De cura gerenda pro mortuis: PL 40,597).[1]

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REFERÊNCIA
História da Liturgia, tomo I, n. I.
Autor: Mario Righetti
Tradução: Blasius Ludovicus



[1] Sic.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

XV Domingo depois de Pentecostes

PRÓPRIO DA MISSA
II classe, verde
“Deus visitávit plebem suam”

INTRÓITO
(Sl 84,1-4)
INCLÍNA, Dómine, aurem tuam ad me, et exáudi me: salvum fac servum tuum, Deus meus, sperántem in te: miserére mihi, Dómine, quóniam ad te clamávi tota die. PS. Lætífica ánimam servi tui: quia ad te Dómine, ánimam meam levávi. Glória Patri. Protector, noster.
INCLINAI, Senhor, vosso ouvido às minhas súplicas, e escutai-me: salvai vosso servo, meu Deus, que espera em vós: tende piedade de mim, Senhor, porque clamo a vós todos os dias. Sl. Alegrai a alma de vosso servo, porque a vós, Senhor, elevei minha alma. Glória ao Pai. Inclinai, Senhor.

COLETA
ECCLÉSIAM tuam, Dómine, miserátio continuáta mundet et múniat: et quia sine te non potest salva consístere: tuo semper múnere gubernétur.  Per Dominum.
PURIFICAI, Senhor, e fortalecei a vossa Igreja com uma contínua misericórdia: e já que sem vós não pode permanecer a salva, fazei que seja sempre governada por vossa graça. Por nosso Senhor.

EPÍSTOLA
(Gl 5,25-26; 6,1-10)
Lectio Epístolæ beati Pauli Apóstoli ad Gálatas.
FRATRES: Si spíritu vívimus, spíritu et ambulémus. Non efficiámur inánis glóriæ cupidi, ínvicem provocántes, ínvicem invidéntes. Fratres, et si præoccupátus fúerit homo in áliquo delícto, vos, qui spiritáles estis hujúsmodi instrúite in spíritu lenitátis, consíderans te ipsum, ne et tu tentéris. Alter altérius ónera portáte et sic adimplébitis legem Christi. Nam si quis exístimat se áliquid esse, cum nihil sit, ipse se sedúcit. Opus autem suum probet unusquísque, et sic in semetípso tantum glóriam habébit, et non in áltero. Unusquísque enim onus suum portábit. Commúnicet autem is, qui catechizátur verbo, ei, qui se catechízat in ómnibus bonis. Nolíte erráre: Deus non inridétur. Quæ enim semináverit homo, hæc et metet. Quóniam qui séminat in carne sua, de carne et metet corruptiónem: qui autem séminat in spíritu, de spíritu metet vitam æternam. Bonum autem faciéntes, non deficiámus: témpore enim suo metémus, non deficientes. Ergo dum tempus habémus, operémur bonum ad omnes, máxime autem ad domésticos fidei.
Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Gálatas.
IRMÃOS, se vivemos pelo Espírito, procedamos também de acordo com o Espírito. Não busquemos vanglória, provocando-nos ou invejando-nos uns aos outros. Irmãos, no caso de alguém ser surpreendido numa falta, vós que sois espirituais, corrigi-o, em espírito de mansidão (mas não descuides de ti mesmo, para não seres surpreendido, tu também, pela tentação). Carregai os fardos uns dos outros; assim cumprireis a lei de Cristo. Pois, se alguém julga ser uma pessoa importante, quando na verdade não é nada, está se iludindo a si mesmo. Cada um examine suas próprias ações; então, poderá ter de que se gloriar, mas somente por referência a si mesmo e não se comparando com outrem. Pois cada qual tem de carregar seu próprio fardo. Aquele que recebe o ensinamento da Palavra torne quem o ensina participante de todos os bens. Não vos iludais, de Deus não se zomba; o que alguém tiver semeado, é isso que vai colher. Quem semeia na sua própria carne, da carne colherá corrupção. Quem semeia no Espírito, do Espírito colherá a vida eterna. Não esmoreçamos na prática do bem, pois no devido tempo colheremos o fruto, se não desanimarmos. Portanto, enquanto temos tempo, façamos o bem a todos, principalmente aos da família da fé.

GRADUAL
(Sl 91,2-3)
BONUM est confitéri Dómino: et psállere nómine tuo, Altíssime. V. Ad anuntiándum mane misericórdiam tuam, et veritátem tuam per noctem.
BOM é louvar ao Senhor: e cantar ao vosso nome, Altíssimo! V. Anunciar desde a manhã vossa misericórdia, e vossa verdade durante a noite.

ALELUIA
(Sl 94,3)
ALLELÚJA, allelúja.
V. Quóniam Deus magnus Dóminus, et Rex magnus super omnem terram. Allelúia.
ALELUIA, aleluia.
V. Porque o Senhor é o grande Deus, e o grande Rei sobre toda a terra. Aleluia.

EVANGELHO
(Lc 7,11-16)
+  Sequentia sancti Evangelii secundum Matthǽum.
IN illo tempore: Ibat Jesus in civitátem quæ vocátur Naim: et ibant cum illo discípuli eius, et turba copiosa. Cum autem adpropinquáret portae civitátis, ecce defúnctus efferebátur fílius únicus matri suæ: et hæc vídua erat: et turba civitátis multa cum illa. Quam cum vidísset Dóminus misericórdia motus super eam, dixit illi: "Noli flere." Et accessit, et tétigit lóculum. (Hi autem, qui portábant, stetérunt.) Et ait: "Adulescens, tibi dico, surge." Et resédit qui erat mórtuus, et cœpit loqui. Et dedit illum matri suæ. Accépit autem omnes timor: et magnificábant Deum, dicentes: "Quia prophéta magnus surréxit in nobis: et quia Deus visitávit plebem suam.
+ Continuação do Santo Evangelho segundo São Lucas.
NAQUELE tempo, Jesus foi a uma cidade chamada Naim. Os seus discípulos e uma grande multidão iam com ele. Quando chegou à porta da cidade, coincidiu que levavam um morto para enterrar, um filho único, cuja mãe era viúva. Uma grande multidão da cidade a acompanhava. Ao vê-la, o Senhor encheu-se de compaixão por ela e disse: “Não chores!” Aproximando-se, tocou no caixão, e os que o carregavam pararam. Ele ordenou: “Jovem, eu te digo, levanta-te!” O que estava morto sentou-se e começou a falar. E Jesus o entregou à sua mãe. Todos ficaram tomados de temor e glorificavam a Deus dizendo: “Um grande profeta surgiu entre nós”, e: “Deus veio visitar o seu povo”.
Credo.
OFERTÓRIO
(Sl 39,2-4)
EXSPECTÁVI Dóminum, et respéxit me: et exaudívit deprecatiónem meam: et immísit in os meum cánticum novum, hymnum Deo nostro.
COM paciência aguardei o Senhor, e voltou para mim o seu olhar; e escutou minha oração: e colocou um cântico novo em minha boca, um hino ao nosso Deus.

SECRETA
TUA nos, Dómine, sacraménta custódiant: et contra diabólios semper tueántur incúrsus. Per Dominum.
SENHOR, que vossos sacramentos nos guardem e defendam sempre contra os ataques do demônio. Por Nosso Senhor.
Prefácio da Santíssima Trindade

COMUNHÃO
(Mt 6,52)
PANIS, quem ego dédero, caro meo est pro sǽculi vita.
O pão que eu vos darei é minha carne para a vida do mundo.

PÓSCOMUNHÃO

MENTES nostras, et córpora possídeat, quǽsumus, Dómine, doni cæléstis operátio: ut non noster sensus in nobis, sed júgiter ejus præveniat efféctus. Per Dominum.
QUE a virtude deste dom celestial, Senhor, penetre nossas almas e corpos, para que não seja nosso modo de ver, mas sim prevaleça seu efeito sempre em nós. Por nosso Senhor.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Sugestão para sua sacristia!

De vem em quando algumas pessoas nos perguntam onde encontrar paramentos para comprar. As opções são as mais diversas... basta procurar um pouco na internet.

Mas se você não sabe mesmo por onde começar, então, indicamos o site da ARS SACRA, e postamos alguns paramentos que podem ser comprado por lá. São muitas opções de paramentos, aqui damos uma amostra dos paramentos que podem ser usados na Liturgia tradicional da Igreja.
Abaixo uma amostra do que se pode achar por lá!