terça-feira, 29 de março de 2016

A Santa Missa Cantada com incensação



A Missa Cantada é um meio termo entre a Rezada e Solene, e poderíamos dizer que é uma mistura das duas, pois embora tenha rito mais solene que a Rezada assemelha-se com ela em muitos elementos e movimento. A cerimônia que passaremos a descrever agora é a da Missa Cantada com incensação, mas de um modo simplificado, pois normalmente os acólitos ficariam junto aos degraus do altar, diante do problema sobre se eles usam ou não velas, optamos por seguir alguns autores que defendem maior simplicidade nesta Missa para diferencia-la da Solene, portanto, acólitos junto à credência e sem castiçais.

Não daremos a função de cada ministro, somente a descrição geral e, em breve, a função do cerimoniário.

Objetos a preparar

Prepara-se tudo como para a Missa Rezada, entretanto:
1. Na Sacristia acrescenta-se um turíbulo e uma naveta.
2. No altar: As sacras do altar; o missal no lado Epístola aberto na página do intróito; se o cerimoniário (Cer) da Missa não é tonsurado, nem há outro tonsurado,[1] o cálice é posto sobre o altar[2]; se há aspersão, o cartão da oração e a caldeirinha ficam sobre os degraus do altar, lado da Epístola; a casula e o manípulo são preparados no faldistório, na sacristia prepara-se o pluvial.
3. Na credência: As galhetas, o prato do lavabo e o manustérgio, a patena de comunhão, a sineta, e as âmbulas para consagrar.
4. No lado da Epístola: Prepara-se para o celebrante (Cel) um assento: este não pode ser uma poltrona ou simplesmente uma cadeira[3], mas um banco ou faldistório, que pode ser coberto com a cor do dia, e que pode ter um encosto; os Acs não podem sentar-se imediatamente aos lados do Cel.

Os ministros dessa Missa

1. Os ministros dessa Missa são: o Cel, o Cer, os dois acólitos (Acs), e o turiferário (Tur). Os mesmos Acs poderiam cumprir (por necessidade) a função do Cer e do Tur. Se o Cer recebeu as ordens sacras, ele pode assistir ao Cel no cálice.[4]
2. Os ministros sempre têm as mãos postas quando não estão executando alguma função; se executam alguma função somente com uma mão, pousam a outra sobre o peito.
3. Quando o Cel vai sentar-se, o Cer o precede ao assento e pega o barrete; quando o Cel senta-se, levanta-lhe a casula, e lhe apresenta o barrete com os ósculos. Estando o Cel sentado, o Cer permanece em pé à sua direita (voltado para a nave); os Acs podem sentar-se em um banco[5] aos lados da credência ou atrás do Cel. Quando o Cel se levanta, o Cer recebe o barrete com os ósculos, e o deixa sobre o assento.

Descrição geral das cerimônias

Preparação para a Missa
1. Na Sacristia, o Cer ajuda o Cel a se paramentar. Ao sinal do Cer, o Cel descobre-se e todos saúdam a cruz ou imagem da sacristia com uma vênia profunda, e seguem para o presbitério de mãos postas na seguinte ordem: Tur (se não estiver ocupado) na frente; Acs, um ao lado do outro; Cer, e por fim, o Cel coberto com o barrete.
2. Entrando na igreja, o Tur serve-se da água benta, e o Ac1 a apresenta ao Ac2; o Cer a apresenta ao Cel, que se descobre para recebê-la, e se cobre novamente após ter se assinalado[6]. Chegando ao altar o Tur faz genuflexão sozinho e vai ao lado da Epístola; os dois Acs fazem genuflexão juntos e vão para os seus lugares (diante de seus assentos), onde ficam de pé; o Cer coloca-se à direita do Cel: o Cel se descobre e dá o barrete ao Cer que o recebe com os ósculos de costume.
3. Os Acs se conformam às suas funções na Missa Cantada sem incensação.
a) Se houver aspersão: os Acs entram na frente (sem o Tur), mãos postas, genufletem diante do altar e vão para os seus lugares[7]. O Cer entra à direita do Cel e o Tur à esquerda, vão segurando a borda do pluvial[8]. Chegando ao altar, o Cer recebe o barrete e os três genufletem. O Cer pega a caldeirinha e entrega (com os ósculos) o hissopo ao Cel, o Tur e o Cer acompanham o Cel durante a aspersão.  Depois da oração, o acompanham ao faldistório, onde o Tur recebe o pluvial e vai guardá-lo na sacristia e buscar o turíbulo.
b) Se não houver aspersão: o Tur entra juntamente com os outros ministros na procissão de entrada, ou entrar somente para a incensação.

Orações ao pé do altar
1. O Cel faz a reverência conveniente e o Cer faz genuflexão; o Cer vai guardar o barrete sobre o assento, e volta para ajoelhar-se in plano, do lado da Epístola; ao mesmo tempo os Acs se ajoelham em seus lugares. Se o Tur já estiver no presbitério, permanece de pé no lado da Epístola, balançando levemente o turíbulo.
2. O Cel inicia a Missa como de costume, o Cer o responde. Durante este tempo, se o Tur ainda estiver preparando o turíbulo deve ter o cuidado de achar-se à direita do Cer antes que o Cel suba ao altar.

Incensação do altar
1. Quando o Cel subir ao altar, o Cer levanta as suas vestes e marca para os Acs se levantarem.  E ele mesmo se levanta e chama o Tur que lhe dá a naveta; em seguida ambos sobem ao supedâneo, pelo lado da Epístola, para a bênção do incenso. O Cer apresenta a colher vazia, com os ósculos prescritos e dizendo: Benedicite, Pater reverende. O Cel impõe e benze o incenso.[9]
2. Após a bênção do incenso, o Tur fecha o turíbulo, recebe do Cer a naveta e lhe entrega o turíbulo; o Cer apresenta o turíbulo ao Cel com os ósculos. O Tur coloca a naveta na credência, e, depois de genuflectir ao passar diante do altar, coloca-se à esquerda do Cel.
3. Enquanto o Cel incensa a cruz, o Ac1 toma o missal com a estante, sem fazer genuflexão, e desce in plano pelo lado da Epístola onde voltado para o altar, segura o missal enquanto o Cel incensa esta parte do altar; em seguida ele o recoloca em seu lugar, e se retira sem genuflexão. O Cer e o Tur seguram a parte posterior da casula, próximo aos ombros, e a seguram durante a incensação; eles fazem genuflexão todas as vezes que o Cel fizer a inclinação à cruz ou a genuflexão ao Santíssimo Sacramento.
4. Depois da incensação do altar, o Cer recebe o turíbulo com os ósculos; o Tur desce in plano com ele ao lado da Epístola, e coloca-se à sua esquerda. O Cer, voltado para o Cel, o incensa com três ductos duplos, lhe fazendo, com o Tur, uma inclinação profunda antes e depois da incensação. O Cer entrega em seguida o turíbulo ao Tur, que vai deixá-lo na sacristia e volta em seguida ao seu lugar.

Intróito, Kyrie
1. O Cel, uma vez incensado, volta-se para o missal; o Cer coloca-se no degrau superior à sua direita e lhe indica o início do Intróito.
2. Depois de ler o Intróito, se há tempo suficiente para ir sentar-se, o Cel recita do mesmo lugar o Kyrie eleison, alternando com o Cer e os dois Acs, em seguida vai sentar-se sem fazer qualquer reverência. Ao canto do último Kyrie, o Cer faz sinal ao Cel para regressar com ele diante do meio do altar, onde fazem genuflexão, e o Cer levanta as vestes do Cel que sobe ao altar, e Cer se coloca em seu lugar de pé (lado da Epístola).
3. Se o Cel não se sentar ele retorna ao meio do altar após ler o Intróito, e aí, recita o Kyrie eleison, e aí aguarda o fim do canto.

Gloria, Colecta
1. Após o canto do último Kyrie, o Cel entoa o Gloria in excelsis Deo, se deve dizê-lo. Tendo recitado o hino, ele faz reverência conveniente (enquanto o Cer faz genuflexão in plano), e dirige-se ao assento pelo caminho mais curto. Se ao se dirigir canta-se um verso ao qual se deve fazer inclinação, ele para, volta-se e se inclina para o altar. Enquanto estiver sentado, ele se descobre e se inclina quando houver necessidade. Quando se canta Cum Sancto Spiritu, o Cel, ao sinal do Cer, retorna ao altar.
2. Depois do canto do Kyrie ou do Gloria, o Cel oscula o altar, canta Dominus vobiscum, e dirige-se ao lado da Epístola para a Colecta. O Cer, colocado próximo ao livro, indica as orações, e passa as páginas quando houver necessidade.

Canto da Epístola
1. Quando o Cel canta a última oração (se houver mais de uma), o Ac1 ou aquele que deve cantar a Epístola[10], dirige-se à credência, pega com as duas mãos o Epistolário, e coloca-se atrás do Cel in plano. Às palavras Jesum Christum da conclusão, faz a devida inclinação, ou se estas palavras não estão na conclusão, às primeiras palavras da conclusão e sem inclinar a cabeça (vênia), vai diante do meio do altar, faz a genuflexão, volta para onde estava, e canta a Epístola.
2. Cantada a Epístola, quem a cantou fará a genuflexão diante do meio do altar, levará o livro à credência,[11] retornará ao seu lugar: ele não deve oscular a mão do Cel nem receber a bênção.[12]Durante a Epístola o Tur prepara o turíbulo. O Cel dirige-se para o altar pelo caminho mais curto para ler o gradual e o que houver em seguida até oMundacor meum.
3. Se se canta uma Sequentia ou um Tractus longo, o Cel pode voltar a sentar-se; ele deve voltar em tempo (pelo meio), para a bênção do incenso. Se ele não vai sentar-se, ele permanece no lado da Epístola até o verso final do Gradual, do Tractus ou da Sequentia.
4. Quando o Cel deixar o lado da Epístola, para dirigir-se ao meio do altar, o Cer recebe a naveta do Tur.

Canto do Evangelho
1. Ao canto do verso que sucede o Alleluia, ou do último verso do Tractus ou da Sequentia, faz-se a bênção do incenso no meio do altar; em seguida o Cel diz o Munda cor meum. O Cer, depois de entregar a naveta, permanece no supedâneo, voltado para o missal: quando o Tur deixar a naveta na credência, o Cer toma o missal com seu suporte e desce in plano à direita do Tur, então, os dois fazem genuflexão; depois o Cer sobe ao lado do Evangelho, deixa o missal, desce (pelo lado do Evangelho) à direita do Tur, atrás do Cel que se aproxima do missal.
2. Quando cessa o canto, o Cel canta o Dominus vobiscum, em seguida Initium ou Sequentia sancti Evangelii, e o Cer faz com ele os sinais da cruz de costume. Depois o Tur dá o turíbulo ao Cer, que sobe e o apresenta ao Cel com os ósculos ordinários. O Cel incensa o livro com três ductos duplos: centro, esquerda, direita, fazendo (com o Cer) antes e depois uma profunda vênia ao livro. Ele devolve em seguida o turíbulo ao Cer, que o recebe com os ósculos prescritos, desce e o entrega ao Tur[13]; em seguida o Cel canta o Evangelho. Enquanto isto os Acs permanecem em pé em seus lugares, voltados para o Cel.
3. Cantado o Evangelho, o Cel oscula o livro e retorna ao meio do altar; o Tur faz genuflexão com o Cer no meio e vai guardar o turíbulo; o Cer vai para o seu lugar no lado da Epístola, caso não haja homilia.[14]

Credo
1. Após o canto do Evangelho, ou depois da homilia, o Cel entoa Credo, se se deve dizê-lo. Quando ele faz a genuflexão ao Et incarnatus est, o Cer e os dois Acs fazem o mesmo. Uma vez recitado o Credo, o Cel faz a reverência conveniente e dirige-se diretamente ao assento.
2. Quando se canta Et incarnatus est, o Cel se descobre e permanece inclinado até o Et homo factus est inclusive[15]; se ele não está sentado, ajoelhar-se-á na borda do supedâneo. O Cer, que não se senta, ajoelha-se, assim como os Acs, se estiverem em pé.
3. Se o Cer tem o direito de tocar o cálice, ele o transporta ao altar depois do et homo factus est[16]: ele desdobra o corporal e aí coloca o cálice coberto pelo véu[17]. Outro clérigo, ao menos tonsurado, pode levar igualmente o cálice para o altar, e na verdade é melhor que este clérigo leve o calice.[18]
4. Ao et vitam venturi sæculi cantado, ao sinal do Cer, o Cel retorna ao altar. O Tur vai buscar o turíbulo.

Ofertório
1. Encerrado o Credo, ou, se não há nem homilia nem Credo, depois de cantar o Evangelho, o Cel oscula o altar, canta Dominus vobiscum, seguido pelo Oremus, e lê o Ofertório. Depois do Oremus, o Cer sobe ao supedâneo e recebe o véu do cálice, o dobra e o coloca sobre o altar no lado da Epístola.
2. Ao mesmo tempo, os Acs vão à credência pegar as galhetas, dirigindo-se ao altar, no lado da Epístola, e ministram as galhetas como na Missa Rezada. Quando o Cel chega, eles o saúdam e lhe apresentam as galhetas, as quais osculam antes de apresentá-las e depois de recebê-las. Saúdam em seguida o Cel, voltam-se um para o outro, e dirigem-se à credência, onde depositam as galhetas.

Incensação
1. Depois da oblação do cálice, o Cer e o Tur apresentam-se no lado da Epístola; o Cel benze o incenso, em seguida incensa as oblatas e o altar: observa-se o que está prescrito para o Intróito.
2. Enquanto o Cel incensa a cruz, o Ac2[19] retira o missal, e o recoloca em seu lugar depois que o Cel tenha incensado esta parte do altar; em seguida ele desce in plano, faz a genuflexão, e retorna à credência.
3. Incensado o altar, o Cer incensa o Cel como no Intróito; depois ele vai até ao meio, onde faz genuflexão, e devolve o turíbulo ao Tur, e sobe ao lado do Evangelho para assistir ao Cel ao missal.

Lavabo
1. Enquanto o Cer incensa, o Ac2 recebe o manustérgio desdobrado do Ac1, que segura o pratinho do lavabo com a mão esquerda e com a direita a galheta com água, e o Ac2 coloca-se à esquerda do Ac1.
2. Depois da incensação do Cel, quando o Tur já se retirou, os Acs aproximam-se do Cel e lhe fazem uma vênia e ministram o lavabo como na Missa Rezada. Assim que o Cel entregar o manustérgio, fazem novamente a vênia, retornando à credência, depondo a galheta, o pratinho e o manustérgio; em seguida pegam a campainha e dirigem-se diante do meio do altar, fazem genuflexão, e vão colocar-se de joelhos diante das sacras laterais sobre o degrau mais baixo. O Cel prossegue a Missa.
3. O Tur genuflecte diante do altar e, já tendo recebido o turíbulo, vai incensar o Clero como de costume. Depois da incensação do clero, ele volta diante do altar, genuflecte, e incensa, com um ducto o Cer. Genuflecte em seguida, e vai à entrada do coro, onde incensa os fiéis com três ductos simples (meio; esquerda; direita); depois depõe o turíbulo.

Prefácio
Depois que o Cel ler a última secreta, o Cer lhe indica o Prefácio. Começado o Prefácio, os tocheiros (se há), genuflectem diante do altar, e vão à sacristia para pegar as velas. No Sanctus, retornam diante do altar (precedidos pelo Tur), andando um ao lado do outro, genuflectem, e ajoelham-se voltados para altar ou de cada lado do.[20]

Consagração
1. No Memento dos vivos, o Tur aproxima-se do altar no lado da Epístola; e o Ac1 coloca incenso no turíbulo, e ajoelhado in plano (no meio dos Acs) incensa o Santíssimo Sacramento com três ductos duplos a cada elevação, com inclinação profunda antes e depois. O Cer, de joelhos à esquerda do Cel, levanta, mas somente durante cada elevação[21], a parte baixa da casula. Os Acs tocam as campainhas.[22]
2. Depois da elevação, os ministros se levantam; o Cer permanece à esquerda do Cel; o Tur, tendo genuflectido, vai depor o turíbulo.

Comunhão
1. Se houver comunhão, o Cer inicia o Confiteor[23], depois de o Ac1 ter ido buscar a patena de comunhão[24].
2. Depois da comunhão, ou se não houver comunhão, quando o Cel descobre o cálice, os dois Acs vão pegar as galhetas e se apresentam como na Missa rezada, para verter a purificação e as abluções.
3. Depois das abluções, os Acs vão ao meio, genufletam, sobem aos lados do Cel e transportam ao mesmo tempo o missal e o véu, como na Missa Rezada. Em seguida os dois descem ao pé do altar, genuflectem diante do meio do altar, e vão para diante de suas banquetas, onde ficam em pé.[25]

Conclusão da Missa
1. O Cer permanece próximo ao missal, à direita do Cel, para lhe indicar a antífona da comunhão e lhe assistir durante as orações. Depois da última oração, ele fecha o missal; ou então, se houver um Evangelho próprio para se ler, ele o deixa aberto e o transporta ao lado do Evangelho assim que o Cel tenha cantado Ite missa est. Enquanto se canta o Deo gratias, dirige-se ao lado do Evangelho.
2. Durante a bênção, o Cer ajoelha-se do lado do Evangelho; levanta-se em seguida e assiste o Cel. Durante o Evangelho, os Acs descem à entrada do presbitério e permanecem voltados para o Cel; ao Et Verbum caro factum est, genuflectem em direção à cruz.
3. Depois do Evangelho, o Cer pega o barrete do Cel. Quando o Cel descer ao pé do altar, todos fazem a reverência conveniente, depois o Cer lhe dá o barrete com os ósculos de costume. Retorna-se à sacristia na mesma ordem da chegada, o Cel tendo as mãos postas. Chegando à sacristia, o Cel se descobre, e todos saúdam a cruz e o Cel como antes da Missa. O Cel desparamenta-se, ajudado pelo Cer ou os Acs.



[1] Se o Cer é tonsurado, ele trará o cálice antes do ofertório.
[2] Mesmo se houver aspersão.
[3] SRC, nn. 2621, ad 6; 3104, ad 4; 4214.
[4]  Colocar o vinho e a água no cálice, descobri-lo e cobri-lo, e purificá-lo depois da comunhão (SRC n. 3377 ad 1).
[5] Mochos ou banquetas.
[6] Omite-se isto se houver aspersão.
[7] Voltando-se por dentro.
[8] Bordado da capa para frente.
[9] Quando se deve fazer a bênção do incenso, o Cel, virado para o lado da Epístola põe a mão esquerda sobre o seu peito ou sobre o altar, toma a colher, põe três vezes incenso no turíbulo, tomando três vezes o incenso da naveta, e dizendo ao mesmo tempo: ab illo benedicaris in cuius honore cremaberis. Amen; ele dá em seguida a colher, põe a mão esquerda sobre o altar, e faz com a mão direita um sinal da cruz sobre o turíbulo aberto. Depois dá bênção do incenso, o Cer tendo tomado a colher com os ósculos e a posto na naveta toma o turíbulo e o dá ao Cel.
[10] O canto da Epístola por um clérigo não é puramente facultativo: é um rito obrigatório da Missa cantada sem ministros sagrados (Rit. celeb. Miss., tit.VI, nº 8). Deve-se então tomar todas as disposições necessárias para cumprir este rito. Se o Ac1 ou o Ac2 não são Leitores, e não houver ninguém para cantá-la, o Cel supre essa falta.
[11] Ou o Cer o recebe.
[12] Rit. Celeb. Miss, tit. VI, nº 8.
[13] Que deixa-o entreaberto, balançando-o modestamente para conservar o fogo
[14] Se houver tradução, o Cer e o Tur fazem imediatamente a genuflexão: o Tur vai guardar o turíbulo e o Cer vai se colocar diante da sacra do lavabo, voltado para o Cel.
[15] Nas três Missas de Natal e na Missa da Anunciação, o Cel e todos os ministros ajoelham-se; o Cel, deixando o assento, ajoelha-se diante do altar (Cær. Ep. I e II, c. XIV, n. 1).
[16] Se não há Credo, o Cer leva o cálice para o altar depois do Evangelho ou homilia e, depois que o Cel retirar a bolsa, retira o véu e o dobra (se for tonsurado).
[17] Com o devido cuidado para fazer a inclinacao ao Simul  adoratur.
[18] Nesse caso, quem cumprir esta cerimônia deve parar ao Simul adoratur, fazendo inclinação para a cruz.
[19] Que passou para o lado do Evangelho, fazendo a genuflexão diante do altar, juntamente com o Tur.
[20] Sempre deixando suficiente espaço no meio para não atrapalhar a passagem. 
[21] SRC, n. 3535 ad 2.
[22] Segundo as rubricas do Missal e os decretos da SRC, especialmente o n. 4377, deve tocar-se a campainha ao Sanctus (três toques) e à elevação da Hóstia e do Cálice, depois da consagração (três toques distintos ou de uma maneira contínua); mas para excitar a atenção e reverência dos fiéis, é muito conveniente soar a campainha pouco antes da elevação. Omitir-se-á este toque se não há qualquer pessoa presente.
Ademais, em várias regiões introduziu-se o costume de tocar-se a campainha no princípio da Missa e ao Domine non sum dignus. Nenhum decreto da SRC proibiu ou aprovou explicitamente este costume, que, por ser louvável, pode seguir-se (HAYS, Ambrosio, Manual Litúrgico, 1ª parte. Art. 6º. 5ª edição. 1961).
[23] Embora não exista mais como parte do rito da Comunhão dentro da Missa, esse segundo Confiteor pode ser ainda rezado na Missa Cantada como oração comum dos fiéis, pois no primeiro eles não puderam rezá-lo, devido ao canto.
[24] Se for usada toalha, o mesmo Ac1 a traz agora.
[25]  Se o Cer já recebeu as ordens sagradas, ele purifica e recobre o cálice e o leva à credência; então, o Ac2 assiste o Cel no missal durante o Postcommunio. Se um dos Acs já recebeu as ordens sagradas, ele também pode purificar o cálice (SRC., n. 3377, ad I).

segunda-feira, 28 de março de 2016

Ofício de Trevas no Seminário da Imaculada Conceição

       
Na sexta feira santa pela manhã, cantou-se solenemente o Ofício de Trevas no Seminário da Imaculada Conceição. Confira algumas fotos!




















Semana Santa Extraordinária!


        Já postamos algumas fotos do Domingo de Ramos, agora postamos mais fotos da Semana Santa na Forma Extraordinária!
        A Santa Missa Crismal no rito Pontifical foi celebrada na Igreja Principal (Catedral) da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney, por Dom Fernando Arêas Rifan, na manhã da quinta feira santa. Confira algumas fotos!



































             Ainda na quinta feria santa à noite, Dom Fernando celebrou também a Santa Missa in Coena Domini, a Missa da Ceia do Senhor, durante a qual teve lugar a cerimônia do lava-pés.


























No final da Santa Missa aconteceu a transladação do Santíssimo para a Capela da Reposição.





E finalmente a denudação do altar






Na sexta feria santa aconteceu a Solene Ação Litúrgica, cerimônia que compõe-se de leituras, oração universal, adoração da santa cruz e comunhão.