quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Breve história das cores litúrgicas



Por Gaetano Masciullo

Sabemos bem que a liturgia da Missa é uma parte integrante da Tradição católica, não é em sua substância invenção do homem, porque foi instituída por Cristo no sacramento eucarístico, e aperfeiçoada por ele mesmo durante os quarenta dias após a Ressurreição, como a Tradição ensina. No entanto, é interessante perguntar, depois de dois mil anos de cristianismo, a história da evolução de uma parte simbólica muito importante da Missa, que é a cor.
Atualmente as cores lícitas para as celebrações são, pelo menos no Rito Romano, oito: roxo, branco, dourado, verde, vermelho, azul, rosa e preto. Cada uma delas tem um significado específico, mas como chegamos a essas cores? Como os cristãos adotaram esses tons ou será que houve uma evolução?
Na verdade, nos Ritos mais antigos (como o Rito de Jerusalém), a veste usada durante as funções dominicais era simplesmente uma túnica não tingida e limpa, de linho e, mais raramente, de lã, recordando assim a cor branca, a cor cristológica por excelência que lembra a pureza, a inocência, o manto branco do divino cordeiro. Uma cor que se assemelhava ao branco, mas que na verdade não era, porque a técnica de branqueamento dos tecidos eram lentas e custosas, por isso, havia realmente uma variedade de tons de cinza. 
A partir do século VII, começo a se difundir cores diferentes e, com elas, alguns tratados litúrgicos que, todavia, não obtiveram qualquer efeito, a não ser no âmbito diocesano. As principais cores tornaram-se três cores, que são as três cores clássicas utilizadas desde os tempos mais antigos: o vermelho, branco e preto. Destas três cores foram utilizados vários tons, conforme a festividade que se quer recordar, então se tinha três vermelhos, dois brancos e dois negros, que se diferenciavam entre si essencialmente na sua intensidade e brilho, para o bem total de sete cores diferentes. O candidus era mais brilhante que o albus. O niger mais brilhante que o ater. Assim, nos três Vermelhos, o purpureus era mais brilhante do que o coccinus ou do que o ruber. Estas três cores começou-se a adicionar o dourado, que na verdade era um amarelo, em seguida, o verde, o roxo e até mesmo cinza. Alguns sacerdotes – mais ou menos como hoje – adotaram casulas estranhas e fora do lugar, que foram rapidamente condenadas pelos bispos locais, porque elas eram consideradas pouco decentes (casulas listradas, colorida ou muito vistosa, que reuniam mais de duas cores com significados totalmente diferentes). Muitas vezes o significado das cores, apesar de algumas orientações gerais e pouco claras, estavam em detrimento [por causa] dos celebrantes. Haviam padres que celebravam a Páscoa com paramentos brancos e outros com paramentos vermelhos, ou até mesmo verde.
A partir do século VIII, entretanto, houve uma discussão entre os teólogos e os prelados sobre a necessidade do uso das cores durante a liturgia. Havia duas escolas correntes de pensamento, representada pela Cluniacense (nascido no século X) e pela Cisterciense (século XII). A primeira reivindicou a natureza do brilho da cor e, depois, a matéria mais superior, para ser usada somente durante a divina liturgia. A segunda, no entanto, apoiou a natureza material da luz e, depois, a inconveniência de usar durante a liturgia, onde ela traz uma natureza radicalmente diferente, o Deus espiritual. A chamada cromofobia (medo da cor), embora na verdade tenha sido combatida pelos papas e bispos desde o período em torno do ano mil, ela sobreviveu ao longo da Idade Média, até influenciar os líderes da Reforma protestante, que renunciou a qualquer uso de imagens e cores, considerados pura vanitas.
A partir do século XII, tentou-se dar uma uniformidade das cores nos Ritos da Igreja. Os liturgistas[1] da época foram unânimes em atribuir às três cores principais significados muito específicos. O vermelho era a cor da paixão, do martírio e do Espírito Santo. O branco era a cor de Páscoa, enquanto o preto era a cor da abstinência, penitência e luto. O roxo foi considerado um subniger, ou seja, um derivado e substitutivo do preto em alguns casos. Cinza e amarelo eram substitutivos do branco. Por esta razão, o roxo começou a substituir o preto durante o Advento. O cardeal Lotário de Conti de Segno escreveu um tratado intitulado De sacro sancti altari mysterio [Sobre o Santo Mistério do Santo Altar] entre os anos de 1194 e 1195, onde ele também fala das cores litúrgicas. Este texto foi depois retomado por Lotário depois de sua eleição como Papa Inocêncio III, com a intenção de uniformizar as cores da liturgia em todas as dioceses, mesmo naquelas mais distantes de Roma e com Ritos diferentes do Romano. Finalmente, neste tratado, que faz escola pelo menos até o Concílio de Trento, se dá um significado definitivo para as cores e até mesmo as precisas referências do calendário litúrgico, a fim de evitar interpretações vagas de cada um dos celebrantes: o vermelho, a cor da Paixão, do martírio e do Espírito Santo, é para ser usado apenas nas celebrações dos apóstolos, dos mártires, da Santa Cruz e de Pentecostes; o branco, cor pascal por excelência, é para ser usada apenas nas festas dos anjos, das virgens, dos confessores, na Quinta-feira Santa, na Páscoa, no Natal, na Epifania, na Ascensão, e Todos os Santos. Preto, luto e penitência, deve ser usado apenas nas festas dos defuntos, durante o Advento e a Quaresma, para a festa dos mártires Inocentes. Nos dias restantes, deve-se usar apenas a cor verde, porque – escreve Inocêncio III no tratado – se trata de uma cor “a meio caminho entre o vermelho, o preto e o branco.” Entretanto, o roxo pode substituir o preto, e o amarelo pode substituir, em casos especiais, apenas o verde.
É interessante notar que o roxo, naquela época, não era como o conhecemos hoje. Pelo contrário, tratava-se de um azul muito escuro, tendendo ao roxo ou mais provavelmente ao anil. Muitos paramentos antigos, que parecem azul escuro, eram na verdade considerados por roxo medieval. O azul tendente ao anil foi completamente afastado da liturgia, como um legado da crença clássica que o anil era uma cor bárbara (e pagã), e mesmo efeminada. Apesar deste legado, desde o século IX, especialmente na França carolíngia, nas igrejas começaram a espalhar o azul como o conhecemos hoje, como uma cor símbolo do Céu, mas apenas em afrescos e vitrais, os santos são representados com vestes azuis, mas apenas para confirmar a sua presença no paraíso, que está nos céus. Na verdade não existiam paramentos azuis ou anis para ser usados na liturgia. A partir do século XII, este mesmo azul para ser usado em afrescos e vitrais, iluminura, para simbolizar a luz divina e vem muitas vezes ligado ao vermelho, em vez do verde (como tinha sido feito até agora).
Para a introdução do azul na liturgia, como uma cor para usar nas festas marianas, devemos esperar os séculos XIII e XIV, e exclusive dos Ritos nativos da Espanha (como o moçárabe). Progressivamente, esta cor litúrgica também se espalhou para outras partes da Europa, mas a cor branca para as festas marianas continuará a ser o mais prevalente. No Rito Romano, por exemplo, que sofreu influências significativas do Rito Galicano, a cor azul nunca foi oficialmente incluída entre as cores litúrgicas oficiais. Esta propagação da cor azul na liturgia se deu em função da apreciação que esta cor estava recebendo pela primeira vez em nível artístico e literário, com seus primeiros usos importantes na tinturaria.
Durante o período Barroco (século XVII) foram introduzidas duas novas cores litúrgicas, o dourado e o rosa. A primeira cor, já em voga como um substituto de preto e verde, foi amplamente utilizada para festas marianas no Rito Romano, ao posto que o azul no espanhol e o branco precedente no romano. Muitas estátuas da Virgem com roupas azuis foram especialmente ritinte com ouro. Convencionou-se que a cor dourada, um símbolo da majestade de Deus, poderia substituir qualquer cor, exceto as cores roxa e preto, cores penitenciais. O rosa, absoluta novidade, foi introduzida apenas para os domingos Gaudete (terceiro do Advento) e Laetare (terceiro da Quaresma[2]), como uma cor que está entre roxo (direito do tempo do Advento e Quaresma) e o branco (enquanto nesses dois domingos se lembram as promessas de alegria da Natividade e da Ressurreição, respectivamente).  


Título original: Breve storia dei colori liturgici
Fonte: RadioSpada
Tradução: Padre Jorge Luís


[1] Ver Honório de Autun,. De divinis officiis; Ruperto de Deutz, De divinis officiis; Hugues de Saint-Victor, De sacramentis christianae fidei; Jean Beleth, Summa de officiis ecclesiasticis.
[2] Na verdade é o IV Domingo da Quaresma [N.T.].

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Recompilação da Ordenação do Padre Jorge Luís

Relembrando a Ordenação Sacerdotal do 
Padre Jorge Luís Conceição da Silva

Natural da cidade de Caxias-MA, desde jovem desempenhou várias funções em sua paróquia de origem (São Benedito). Chamado ao sacerdócio ingressou no Seminário da Arquidiocese de Teresina-PI em 2007, onde permaneceu por três anos. Tendo conhecido nesse período nossa Administração Apostólica Pessoal, atraído pela Liturgia tradicional, pediu admissão em nosso Seminário, o que se realizou em 2010, e recomeçou sua formação.

Algumas datas
31 de julho de 2011: recepção do Hábito Clerical.
03 de abril de 2014: Primeira Tonsura Clerical.
20 de setembro de 2014: Ordens Menores de Ostiário e Leitor.
23 de maio de 2015: Ordens Menores de Exorcista e Acólito.
08 de dezembro de 2015: Ordenação Subdiaconal.
03 de abril de 2016: Ordenação Diaconal.


Na Administração Apostólica já fez Pastoral nas Paróquias de Santo Antônio de Pádua, Bom Jesus, Natividade e na Igreja Principal.
Confira alguns vídeos:




Observação: Padre Jorge Luís não pertence à "Arquidiocese do Rio de Janeiro", como foi dito na matéria, mas à Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney que fica no Rio de Janeiro!


Confira também novas fotos da Ordenação Sacerdotal.












































sábado, 28 de janeiro de 2017

Calendário Litúrgico do mês de fevereiro

ORDO MMXVII

 EXPLICAÇÃO DOS SINAIS

+ = Dia de Preceito.
R0 = Proíbe-se celebrar Missa de Réquiem.
R1 (R2, R3, R4) = Permite-se celebrar Missa de Réquiem de I (II, III ou IV) classe.
V0 = Proíbe-se celebrar Missa Votiva.
V1 (V2, V3, V4) = Permite-se celebrar Missa Votiva de I (II, III ou IV) classe.


DIA
CALENDÁRIO
01
Quarta-feira
R3-V3
Santo Inácio, Bispo e Mártir, III classe, vermelho.
- Ofício: ordinário, Matinas com único noturno. Escritura da IV semana depois da Epifania.
- Missa: própria, com Glória. Prefácio Comum.
02
Quinta-feira
R1-V2
Purificação da Santíssima Virgem Maria, II classe, branco.
- Ofício: festivo próprio em Matinas, Laudes e Vésperas. Demais Horas Ofício Ordinário. Completas de Domingo (Antífona de Nossa Senhora: Ave Regina Caelorum). Escritura da IV semana depois da Epifania.
- Missa: própria, com Glória, Credo, Prefácio da Natividade.

- Antes da Santa Missa se faz a bênção (cor branca) das velas como no missal, com as mãos sempre juntas, a distribuição das mesmas e a procissão. O celebrante revestido de pluvial e os ministros sagrados de dalmática e túnica brancas, sem manípulos.
- Quem benze as velas (assim como nas Cinzas e Ramos) deve também celebrar a Missa seguinte, a não ser que seja o Bispo Ordinário.

Ritus servandus:
O celebrante sobe ao altar e o oscula no meio (omitindo a antífona Exsurge com o V. Glória, e Flectamus genua). Depois, com as mãos juntas, diz Dominus vobiscum com as orações seguintes. Para receber a sua vela não deve descer ao supedâneo, mas apenas voltar-se para o povo. Na falta de outro sacerdote, o próprio celebrante toma a vela do altar e a oscula.
Na distribuição das velas (como dos Ramos), oscula-se primeiro a vela, depois a mão do celebrante, mesmo se for o senhor Bispo.
As velas são acesas para a procissão, depois da qual canta-se a Missa da Santíssima Virgem Maria, na qual se omite o salmo Judica me, a Confissão e a absolvição, o Aufer a nobis e Oramus te, Domine, aproximando-se logo do altar e o oscula. Os fiéis acendem as velas para o Evangelho  e desde o Prefácio até a Consagração inclusive; na Missa Solene o celebrante também acende sua vela, mas somente para o Evangelho.

Advertências:
1. A bênção das velas deve-se fazer, preferencialmente, com rito solene nas Igrejas catedrais.
2. Nas Igrejas paroquiais a bênção se faz ou com rito solene ou simples, conforme o Memoriale Rituum.
3. Das Completas deste dia até a Quarta-feira Santa inclusive diz-se a Antífona de Nossa Senhora Ave Regina Caelorum com o Versículo e oração própria.

03
Sexta-feira
R4-V4
Féria do IV Domingo depois da Epifania, IV classe, verde.
1ª sexta-feira do mês
- Ofício: ferial, Matinas com único noturno. Escritura da IV semana depois da Epifania. Em Laudes: comemoração de São Brás, Bispo e Mártir.
- Missa: do IV Domingo depois da Epifania, sem Glória, com comemoração de São Brás, Prefácio Comum, verde. Ou Missa de São Brás: Sacerdotes Dei, com Glória, vermelho. Ou Missa do Sagrado Coração de Jesus.

Na bênção de São Brás dada aos fiéis na garganta, usa-se a seguinte fórmula:
Per intercessionem Sancti Blasii, Episcopi et Martyris, liberet te Deus a malo guturis et a quolibet alio malo. In nomine Patris + et Filii et Spiritus Sancti. Amen.

A Sagrada Congregação dos Ritos, no dia 12 de dezembro de 1962, mandou que fosse celebrada em todo o Brasil a festa de São João de Brito, Mártir, no dia 4 de fevereiro.

04
Sábado
R3-V3
São João de Brito, Mártir, III classe, vermelho.
1º sábado do mês
- Ofício: ordinário, Matinas com único noturno. Escritura da IV semana depois da Epifania. Em Laudes: comemoração de Santo André Corsini, Bispo e Confessor.
- Missa: Laetabitur, com Glória, oração como no próprio, comemoração de Santo André Corsini. Prefácio Comum. Ou Missa do Imaculado Coração de Maria.
- I Vésperas do V Domingo depois da Epifania, II classe, verde.

Na Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney:
Celebra-se o mesmo São João de Brito, do mesmo modo acima.

05
+ DOMINGO
R1-V2
V DOMINGO DEPOIS DA EPIFANIA, II classe, verde.
- Ofício: dominical, Matinas com único noturno. Invitatório e Hinos per annum. Escritura do V Domingo depois da Epifania.
- Missa: própria, com Glória, Credo, Prefácio da Santíssima Trindade.
06
Segunda-feira
R3-V3
São Tito, Bispo e Confessor, III classe, branco.
- Ofício: ordinário, Matinas com único noturno. Escritura da V semana depois da Epifania. Em Laudes: comemoração de Santa Dorotéia, Virgem e Mártir.
- Missa: própria, com Glória, comemoração de Santa Dorotéia, Prefácio Comum. Ou Missa de Santa Dorotéia.
07
Terça-feira
R3-V3
São Romualdo, Abade, III classe, branco.
- Ofício: ordinário, Matinas com único noturno. Escritura da V semana depois da Epifania.
- Missa: Os Iusti dos Abades, com Glória, Prefácio Comum.
08
Quarta-feira
R3-V3
São João da Mata, Confessor, III classe, branco.
- Ofício: ordinário, Matinas com único noturno. Escritura da V semana depois da Epifania.
- Missa: Os Iusti, com Glória, oração própria, Prefácio Comum.
09
Quinta-feira
R3-V3
São Cirilo de Alexandria, Bispo, Confessor, Doutor da Igreja, III classe, branco.
- Ofício: ordinário, Matinas com único noturno. Escritura da V semana depois da Epifania. Em Laudes: comemoração de Santa Apolônia, Virgem e Mártir.
- Missa: In medio, com Glória, comemoração de Santa Apolônia, Prefácio Comum. Ou Missa de Santa Apolônia.
10
Sexta-feira
R3-V3
Santa Escolástica, Virgem, III classe, branco.
- Ofício: ordinário, Matinas com único noturno. Escritura da V semana depois da Epifania.
- Missa: Dilexisti, com Glória, oração própria, Prefácio Comum.
11
Sábado
R3-V3
Aparição da Santíssima Virgem Maria Imaculada, III classe, branco.
- Ofício: festivo em Matinas (com único noturno) e Laudes. Escritura da V semana depois da Epifania. Horas Menores Ofício ordinário.
- Missa: própria, com Glória, Prefácio da Santíssima Virgem (Et te in Conceptione).



Tempo da Septuagésima

O Tempo da Septuagésima decorre desde as I Vésperas do Domingo da Septuagésima até depois das Completas da terça-feira da semana da Quinquagésima.
1. Nas I Vésperas do Domingo da Septuagésima, para o V. do Benedicamus Domino acrescentam-se dois Aleluia.
2. Desde então omite-se o Aleluia de todos os lugares, e no seu lugar no princípio das Horas e de Completas, depois do Deus in adjuntorium se diz Laus tibi, Domine, Rex aeternae gloriae (até a quarta-feira da Semana Santa).
3. No Ofício do Tempo até a Páscoa, sempre se omite omite o Te Deum e diz-se o 3º responsório.
4. Em Prima não se diz o 4º salmo; e no Domingo, no lugar do salmo 117, que se diz em Laudes, recita-se o salmo 53 (até o II Domingo da Paixão, inclusive).
5. A Leitura Breve de Prima (até o sábado antes do I Domingo da Quaresma): Dominus autem (em qualquer Ofício).
6. Nas Missas Votivas e Solenes da Septuagésima até a Páscoa, omitido o Aleluia com seu versículo, depois do Gradual, diz-se o Tractus.
7. Nas Missas Solenes nos Domingos seguintes e nos outros dias até a Quaresma, os ministros sagrados usam dalmática e túnica.
8. Os altares podem ser ornados com flores, PRAETERQUAM nos Ofícios e Missas de Defuntos.
9. O som dos outros instrumentos que não sejam o órgão estão proibidos nos Domingos da Septuagésima, Sexagésima e Quinquagésima e nas férias dos Domingos seguintes (S.C.R. 3 de setembro de 1958).
10. No Ofício do Tempo:
a) Recita-se Laudes II;
b) No Ofício dominical diz-se antífonas próprias em todas as Horas, exceto em Vésperas.
c) No Ofício ferial só a antífona do Magnificat é própria.
11. Na Missa:
a) O Aleluia é substituído pelo Tractus nas Missas dos Domingos, festas e votivas; na Missa da féria apenas se omite o Aleluia;
b) Nas Missas do Tempo omite-se o Glória.

12
+ DOMINGO
R1-V2
DOMINGO DA SEPTUAGÉSIMA, II classe, roxo.
- Ofício: dominical próprio, Matinas sem Te Deum; Laudes II e Horas com antífonas próprias; Prima, salmo 53; II Vésperas, Ofício dominical e Completas de Domingo.
- Missa: Missa própria, sem Glória, com Credo, Prefácio da Santíssima Trindade; Ite, Missa est.
13
Segunda-feira
R4-V4
Féria da Septuagésima, IV classe, roxo.
- Ofício: ferial Per Annum, Matinas com único noturno sem Te Deum; Laudes II; oração da Septuagésima.
- Missa: do Domingo da Septuagésima, sem Glória, Tractus nem Credo, Prefácio Comum.
14
Terça-feira
R4-V4
Féria da Septuagésima, IV classe, roxo.
- Ofício: ferial Per Annum, Matinas com único noturno sem Te Deum; Laudes II: oração da Septuagésima com comemoração de São Valentim, Mártir.
- Missa: do Domingo da Septuagésima, com comemoração de São Valentin, sem Glória, Tractus nem Credo, Prefácio Comum. Ou Missa de São Valentim, com Glória, vermelho.
15
Quarta-feira
R4-V4
Féria da Septuagésima, IV classe, roxo.
- Ofício: ferial Per Annum, Matinas com único noturno sem Te Deum; Laudes II: oração da Septuagésima com comemoração de São Faustino e Santa Jovita, Mártires.
- Missa: do Domingo da Septuagésima com comemoração de São Faustino e Santa Jovita, sem Glória, Tractus nem Credo, Prefácio Comum. Ou Missa de São Faustino e Santa Jovita, com Glória, vermelho.
16
Quinta-feira
R4-V4
Féria da Septuagésima, IV classe, roxo.
- Ofício: ferial Per Annum, Matinas com único noturno sem Te Deum; Laudes II; oração da Septuagésima.
- Missa: do Domingo da Septuagésima, sem Glória, Tractus nem Credo, Prefácio Comum.
17
Sexta-feira
R4-V4
Féria da Septuagésima, IV classe, roxo.
- Ofício: ferial Per Annum, Matinas com único noturno sem Te Deum; Laudes II; oração da Septuagésima.
- Missa: do Domingo da Septuagésima, sem Glória, Tractus nem Credo, Prefácio Comum.
18
Sábado
R3-V4
Santa Maria no Sábado, IV classe, branco.
- Ofício: de Santa Maria no Sábado; Matinas com único noturno, 3ª Leitura Christus virgo (fevereiro); Laudes com comemoração São Simeão, Bispo e Mártir.
- Missa: Salve Sancta Parens, com comemoração São Simeão e com Glória, Prefácio da Santíssima Virgem. Ou Missa de São Simeão, com Glória, vermelho.
                                            
19
+ DOMINGO
R1-V2
DOMINGO DA SEXAGÉSIMA, II classe, roxo.
- Ofício: dominical próprio, Matinas sem Te Deum; Laudes II e Horas com antífonas próprias; Prima, salmo 53; II Vésperas, Ofício dominical e Completas de Domingo.
- Missa: Missa própria, sem Glória, com Tractus e Credo, Prefácio da Santíssima Trindade; Ite, Missa est.
20
Segunda-feira
R4-V4
Féria da Sexagésima, IV classe, roxo.
- Ofício: ferial Per Annum, Matinas com único noturno sem Te Deum; Laudes II; oração da Sexagésima.
- Missa: do Domingo da Sexagésima, sem Glória, Tractus nem Credo, Prefácio Comum.

Na Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney
Beatos Francisco e Jacinta, Pastorinhos de Fátima, 3ª classe, branco.
Sem Ofício próprio.

21
Terça-feira
R4-V4
Féria da Sexagésima, IV classe, roxo.
- Ofício: ferial Per Annum, Matinas com único noturno sem Te Deum; Laudes II; oração da Sexagésima.
- Missa: do Domingo da Sexagésima, sem Glória, Tractus nem Credo, Prefácio Comum.
22
Quarta-feira
R2-V2
Cátedra de São Pedro Apóstolo, II classe, branco.
- Ofício: festivo em Matinas, Laudes e Vésperas.  Demais Horas, Ofício ordinário. Laudes I com comemoração de São Paulo Apóstolo, sob única conclusão.
- Missa: própria da festa, com Glória e comemoração de São Paulo sob única conclusão, com Tractus e Credo, Prefácio dos Apóstolos.
23
Quinta-feira
R3-V3
São Pedro Damião, Confessor, III classe, branco.
- Ofício: ordinário, Matinas com único noturno. Escritura da V semana depois da Epifania.
- Missa: In medio, com Glória, oração própria, Prefácio Comum.
24
Sexta-feira
R2-V2
São Matias, Apóstolo, II classe, vermelho.
 - Ofício: festivo em Matinas, Laudes e Vésperas.  Demais Horas, Ofício ordinário. Laudes I; Completas de Domingo.
- Missa: própria da festa, com Glória e Credo, Prefácio dos Apóstolos.
25
Sábado
R3-V4
Santa Maria no Sábado, IV classe, branco.
- Ofício: de Santa Maria no Sábado; Matinas com único noturno, 3ª Leitura Christus virgo (fevereiro).
- Missa: Salve Sancta Parens, com Glória, Prefácio da Santíssima Virgem.
- I Vésperas do Domingo da Quinquagésima, II classe, roxo.

26
+ DOMINGO
R1-V2
DOMINGO DA QUINQUAGÉSIMA, II classe, roxo.
- Ofício: dominical próprio, Matinas sem Te Deum; Laudes II e Horas com antífonas próprias; Prima, salmo 53; II Vésperas, Ofício dominical e Completas de Domingo.
- Missa: Missa própria, sem Glória, com Credo, Prefácio da Santíssima Trindade; Ite, Missa est.
27
Segunda-feira
R3-V3
São Gabriel da Virgem Dolorosa, III classe, branco.
- Ofício: ordinário, Matinas com único noturno. Escritura da semana da Quinquagésima.
- Missa: própria, com Glória, sem Credo, Prefácio Comum.
28
Terça-feira
R4-V4
Féria da Quinquagésima, IV classe, roxo.
- Ofício: ferial Per Annum, Matinas com único noturno sem Te Deum; Laudes II; oração da Quinquagésima.
- Missa: do Domingo da Quinquagésima, sem Glória, Tractus nem Credo, Prefácio Comum.

Atenção: Amanhã (Quarta-feira de Cinzas) proíbem-se as Missas votivas mesmo Solenes e de I classe; porém, nas igrejas em que há apenas uma Missa, faz-se a bênção das Cinzas, proibindo-se as Missas de Defuntos, mesmo as Exequiais (R0).


Aproveite e leia também: